Momento zen da noite:
Ver o Extra Big Brother Vip à 1h da manhã enquanto enfardo um Magnum amêndoas.
Depois passa-me e vou ler um livro absolutamente intelectual.
Notei que ao escrever aqui algumas vezes sobre como é ter um filho, algumas pessoas enviaram comentários bastante diversos. A algumas parece que incentivei a tê-los, a outras nem por isso.
Apetece-me voltar a este assunto, mesmo desde o início, na gravidez, onde todo o processo começa.
Existem opiniões divergentes: onde fazer as consultas de acompanhamento? No particular ou no público? Fazer cursos de preparação para o parto? Sim ou não?
Começa logo aqui. É incrível a capacidade de todas as pessoas que estão à volta de uma grávida, de começar desde cedo a baralhá-la. "Ai e tal eu cá fui acompanhada no público e fui muito bem atendida, para quê essa cagança de ir ao privado?"
No meu caso, fui acompanhada no privado. Tinha dinheiro para isso, fui. Se não tivesse, tinha mais era de ir ao público (e acredito que seria bem acompanhada na mesma, assim como o fui na hora do parto). Mas apeteceu-me. Podia. Queria. Sentia-me mais segura.
Nas ecografias a mesma coisa. Privado. Certa vez, na sala de espera, ouvi uma senhora com uns 80 anos a dizer qualquer coisa como "ai....no meu tempo não havia nada disto, só sabiamos como eles eram quando nasciam". Pois querida senhora, mas a mim apetecia-me vê-lo um bocadinho mais cedo. Ser atendida por uma especialista super querida que me tirou um peso dos ombros a dada altura (por causa de um erro de outra "especialista"). Em consultas que custavam os olhos e o cu, sim. Mas podia.
Depois seguem-se os cursos. Fazê-los ou não? Eu não fiz. Não me apeteceu. Em certas coisas gosto de utilizar uma das minhas frases favoritas "depois logo se vê". Acreditei que não me iria servir de muito. Que na hora do parto iria esquecer-me de tudo porque me conheço demasiado bem. Porque acho que cada parto é único, assim como cada pessoa e que na hora, as reacções podem ser muito diversas.
Mas há quem ache que os deva fazer, porque se sentem melhor. Porque a mãe e o pai se sentem mais seguros e quanto a isso não pode haver argumentos. Ponto.
O bebé nasce. A alegria. O pânico.
Começa uma nova etapa. A dos bitaites. Bitaites para aqui, bitaites para acolá.
Quando ainda estava grávida alguém me disse o seguinte (sim, Isa, foste tu): "Por muito que te digam que o teu filho tem isto ou aquilo, ou que precisa disto ou daquilo, só TU irás saber o que é. Só TU como mãe e mais ninguém"
Foi frase que me esqueci nos primeiros tempos e que voltou à minha memória certo dia como uma martelada em força na minha cabeça.
Como já aqui escrevi uma vez, sentia que o meu filho tinha fome, que não estava bem, sossegado e tranquilo. E toda a gente a insistir com o peito, que o peito é que é bom e insiste insiste. Mama, mama, mama, já não podia ouvir falar em mamas! E peito. E leite materno.
E a dada altura, idem todos cagar à mata que o meu filho tem é fome e vai de dar suplemento. E vai de engordar e dormir tranquilo. E eu também. Finalmente.
Leite materno. Terei fracassado nesta parte? Terei falhado como mãe? Não.
Nos últimos anos bombardeiam as mães com a questão da amamentação. Com um fundamentalismo que não me agrada de todo. Ouço, leio, mães que amamentam os filhos com um tom de superioridade, como se isso as colocasse num patamar acima das outras. E isso, que me perdoem, mas não entendo.
Compreendo perfeitamente uma mãe, que depois de dar à luz, se recuse a amamentar o filho. Porque não está para isso, por uma série de razões que são lá dela. Dela e ninguém tem nada a ver com isso.
Assim como compreendo igualmente uma mãe que ainda ande com o peito pendurado para dar de mamar ao filho de 4 anos. Agora, isto faz dela melhor mãe que as outras? Faz concerteza, mas para o seu próprio filho.
Não podemos definitivamente esquecer-nos de que cada caso é único. E parar de uma vez por todas de criticar e julgar escolhas que a dada altura foram diferentes das nossas.
Será esse o caminho.
Adoro este projecto, esta música.
Podem ouvir o álbum de estreia, inteirinho, aqui no Optimus Discos
Quando, ao procurar um brinquedo no seu quarto num final de tarde (onde já estava um pouco escuro), volta atrás, coloca-se em bicos de pés e carrega no interruptor para acender a luz.
- Os cantores de Boys bands não sabem cantar
- O Zezé Camarinha é parvo todos os dias
Em Fevereiro a televisão do quarto pifou. Apresentava cores estranhas e lá foi de viagem para a assistência técnica. Aquela que me fazia companhia antes de adormecer, num vício não muito saudável de filmes e séries e programas interrompidos pelo sono, de uma luz chata a iluminar o quarto, pifou.
Entretanto ela voltou, não ela que já não tinha cura, mas outra semelhante. Nunca mais a liguei.
Na sua ausência troquei-a pelo meu vício de anos anteriores: cabeça na almofada, sempre (sempre) virada para o lado direito, com um livro aberto na mão.
Voltou em força aquele prazer, aquele querer, aquele gostar de adormecer a ler. Porque só assim consigo ler, no silêncio, longe de agitações.
Uma média de 5 páginas por noite que os dias são sempre cheios.
Vou quase a meio de um livro "gigante" e a pressa não é muita para o acabar, sendo que o segredo dos livros talvez seja esse, não apressar aquilo que não tem tempo.
...quando é que as pessoas aprendem a conduzir mais devagar? Quando?
Ainda agora, uma tipa acabou de enfiar o focinho do carro num muro, aqui na rua em cima. Um dia destes, nessa mesma rua, estávamos com o carro parado na passadeira a deixar passar 2 crianças, e eis senão quando, uma besta qualquer ultrapassou-nos. Foi por centímetros que os miúdos não foram atropelados!
Só pergunto: qual é a pressa de certas pessoas? Será essa mesma pressa mais valiosa que tudo o resto?
...esteve encerrado devido às condições climatéricas (mete-se-me um telhado com a chuva que nem queiram saber)
O Sol parece que voltou. Os pássaros cantam. Os gatos, aos poucos, tiram aqueles focinhos de enfado e que têm há dias (semanas?meses?) e colocam as orelhas a aquecer.
Eu também.
Sendo assim.
Volto.
E agora é o Sócrates. No outro dia foi o Bieber. E as tatuagens da adolescente e da mãe que é uma desnaturada do caraças. E surgem páginas no facebook de ódio a adolescentes com tatuagens e que vão acampar para a porta do Pavilhão Atlântico para ver o Bieber. E todos são uns excelentes pais (mesmo aqueles que nem sequer o são) e ai eu fazia assim e eu fazia assado e ai se fosse comigo metia-a a ouvir a 5ª sinfonia de Beethoven todos os dias antes de ir para a escola.
E agora é o Sócrates. E ai que vou tramá-lo com uma pinta do caraças e assinar uma petição. Uma petição. Ui como eu sou mau e valente. E podia pura e simplesmente cagar-me no assunto e compreender de uma vez por todas que não é por aí. Mas não. Todos assinam. O colega assinou. O tio assinou. A prima também. Vou assinar também. Para quê? Não sei. Estão todos a fazê-lo.
É muito provável que o programa vá para a frente. Com ou sem petição. E ele vai lá estar à hora marcada. A vê-lo, vai estar a grande maioria que assinou uma porcaria qualquer que lhe apareceu numa rede social.
Eu não vou ver. Nem quero saber se está lá ou não, nem a que horas, nem o que disse. Não.vou.ver.
Se a questão é o uso do dinheiro dos contribuintes deveríamos ter pensado nisso muito antes. Muito antes mesmo. Desde o tempo desse brilhante senhor Cavaco que isto não tem eira nem beira. Nesse senhor Cavaco em que alguém votou para ser nosso Presidente nos dias de hoje. Presidente da República.
Petições? Vá lá pessoal....
Votarem, isso é que era.
... a não achar piada nenhuma aos gajos das manhãs da rádio Comercial. A vídeos que se tornam virais em menos de nada nas redes socias. Ao parvo do Palmeirim. À seca de gajo em que se tornou o Markl.
Digam-me!
Há quem ofereça viagens, calças da Salsa, conjuntos de maquilhagem ou workshops de valorização pessoal.
Eu ofereço um anel. Um anel.
Porque cada um dá o que pode e eu posso dar um anel.
É só ir aqui e participar
Do Cake Mania Gifts
Só consegui ver até agora 2 dos nomeados. Argo e Zero Dark Thirty.
Ganhou o Argo, já se sabe, com alguma justiça mas nem tanta assim. Gostei mais do Zero com a excelente interpretação da Jessica Chastain
Do Argo fica esta música brutal dos mestres que deram permissão a Affleck utilizá-la no filme com a seguinte condição: na cena onde a agulha é colocada no disco, teria de estar no sítio certo que correspondia à posição da música no álbum de 1971, Iv.
Mariquices....mas que fazem toda a diferença :)
Este sim....é absolutamente delicioso de se ver :)
Quando há 1 ano e tal mandei instalar a MEO aqui em casa, durante uns tempos andei viciada em Trash Tv. Sim, englobo nesta categoria tudo quanto eram reality shows, programas que relatam vidas reais, malta que junta lixo em casa até ao tecto, malta viciada em cupões de descontos de supermercados, Cake Boss, Ace of Cakes etc, etc....
Em Dezembro foram uns queridos e colocaram o 24 Kitchen em sinal aberto e fartei-me de ver Jamie Oliver e outros tantos. Já nessa fase a trash tv andava metida de parte há uns tempos e cheguei definitivamente à conclusão que não tenho paciência para programas do género.
Hoje em dia dou por mim muito mais interessada em tirar partido deste serviço para ver filmes, gravar filmes ou algumas séries, ver alguns documentários e por aí fico.
Cheguei também à conclusão que a rádio ultrapassa em larga escala o serviço que algumas estações de televisão prestam. Falo concretamente da Antena 3, única rádio que se ouve aqui em casa.
Consigo num só dia ter acesso a vários tipos de informação. Em relação a notícias, ouço o essencial. Na rádio não existe necessidade, como na televisão, de "encher chouriços" com entrevistas de rua do tipo : "então tem tido muito frio nestes dias?"...."ahhh nem queira saber....blablabla". Não, poupam-nos a isso.
Tenho ainda os programas de humor tais como o Portugalex com os grandes António Machado e Manuel Marques e o Outra Coisa com o GENIAL Luis Franco-Bastos.
Consigo divertir-me com o tema futebol (que não faz de todo parte das minhas preferências) com o Linha Avançada do Zé Nunes, aprender sobre gramática com a Sandra Duarte Tavares, no Canções com História ficar a saber mais sobre algumas músicas.
Tenho ainda programa sobre cinema com o Cinemax, a Hora do Sexo com o Quintino Aires e a Raquel Bulha, o Buzz (sobre vídeos virais).
Tenho também, aquele que considero um dos grandes programas (vá...é o meu preferido) desta rádio: o Prova Oral com o Fernando Alvim. Se não tiver tempo para ouvir em directo vou ouvir em podcast todos os que tenho em atraso. Porque é um programa abrangente, porque todos os dias é um tema diferente, um convidado diferente. Porque não é maçador, porque é super informativo e porque acho que apesar daquele ar "seboso" e meio tresloucado que o Fernando Alvim tem, não deixa de ser para mim um dos grandes comunicadores que temos em Portugal.
Não esquecer que se trata de uma rádio e a maioria do tempo é preenchida com música. Essa também tradada de forma respeitosa e inteligente. Durante o dia mais virada para música mais "comercial" mas com outros horários dedicados a outros géneros como é o caso do programa genial, o Indiegente, sobre música alternativa do grande Nuno Calado. Mas existem muitos outros, sobre Metal por exemplo, do António Freitas, o Hipertensão. Sobre música electrónica, étnica ou ainda sobre rock de outras gerações, o Costa a Costa que eu adoro ouvir!
Será que a rádio não andará, ela sim, a prestar-nos um serviço público?
Será que alguém já se apercebeu disso?...
Tanto avanço tecnológico, tantas invenções, tanto desenvolvimento e cai um meteorito em cima da Terra e não há nada a fazer.
N-A-D-A.
Há algum tempo que vejo no Primeiro Jornal da Sic uma rubrica que nem me lembro do nome mas que tem a ver com novos talentos e coisas do género. Ou seja, a ideia será divulgar pessoas que mudaram de vida e dedicaram-se a novas actividades normalmente ligadas a artes ou outra coisa qualquer.
Até aqui muito bem, o problema é que começa já a dar demasiado nas vistas que só pode ter sido uma ideia de alguma mentezinha brilhante na redação da Sic que pensou "epá, tenho meia dúzia de amigos enrascados e vamos cá dar uma ajuda para ver se damos um empurrãozinho"
Senão vejamos: a de ontem era de um casal que se dedicava a umas malas/sacos. E a mulher era o quê? (o homem não sei que não acompanhei tudo)....jornalista! ahhhhhh! o espanto!!!!!
No outro dia era sobre uma que se dedica a bijuteria africana (ahhhhhh a revolução, a inovação!!!)....e quem era ela? Uma ex-directora do Olga Cadaval. Já hoje, ainda há pouco, era sobre um tipo que se dedica à criação de galinhas (!!!!!) e o que é fazia antes desta actividade??? Repórter fotográfico!!! Ahhhhhhhhhhhh!!! A sério??
Tenho visto outros "talentos" que não me parecem tanto assim levados por "amizades jornalistícas" (convém disfarçar nos intervalos) mas pá!! Poupem-me! Aqui há dias alguém dedicada ao barro, peças em barro, presépios em barro....nada de novo.....
Acho que me apercebi deste fenómeno mais a sério quando no ano passado surgiu, acho que também nas notícias, a divulgação do trabalho de uma mãe e de uma filha que começaram a fazer bolachas em casa. A ideia tem a sua piada (só alguma), fazem de diversos sabores, colocam nomes nas bolachas e nas latas e cada uma terá o seu significado. As bolachas não são decoradas, apenas diversas palavras são "gravadas" nas ditas. Vá lá....tenho ali uns marcadores de letras iguais e é coisinha para se fazer com uma perna às costas.
A questão é que a filha é o quê? Jornalista (again i know) e vá-se lá saber como, vai parar às redes sociais pelas "mãos" de Arrumadinhos e é quanto baste.
Por falar em Arrumadinho: há algum tempo colocou no seu mural algo do género "conhecem alguém que faça daqueles bolos infantis mesmo giros?" Sei disto por ter sido mencionada por pessoas minhas conhecidas que sugeriram a minha página. E claro, outras 8765 pessoas sugeriram outras tantas.
Às pessoas minhas conhecidas tenho que agradecer profundamente mas gostaria de alertar-vos para o seguinte: o Arrumadinho quando colocou essa questão já sabia perfeitamente quem ia contratar. É uma manobra. Não passa disso.
Invariavelmente ao fim de alguns dias ele iria colocar quem foi a pessoa escolhida, e que fez um trabalho magnífico e ai e tal que está a dar os primeiros passos e ai e tal vão lá ver.
Vão duvidar que já se conheciam anteriormente?
Então duvidem que quem tem mau feitio sou eu.
...não estou com a telha. Mas com todo um telhado!
....que mais uma vez tenho andado desaparecida. Sempre assim em alturas de muito trabalho ou talvez porque não me organize o suficiente. Bahhh!
Aliado a isto, outro projecto. Um bebé ainda, a dar as primeiras "gatinhadelas". Fruto de uma paixão antiga por miniaturas. Ohhhh o que eu gosto de miniaturas, casas de bonecas e o caneco! Sério!
Sendo assim, nasce a Cake Mania Gifts. Bolos e doces em miniatura que nem precisam de frigorífico.
Descobri esta awesome song há muito pouco tempo mas já se tornou daquelas a ouvir até à exaustão!
A música não é nova, ao contrário do que dá a parecer nas rádios. Já deve ter uns 6 anos e foi criada nas Desert Sessions: são sessões experimentais de estúdio criadas por Josh Homme dos Queens of the Stone Age que contam com a participações de vários músicos, a maioria do cenário musical de Palm Desert.
Algumas das músicas desses álbuns foram mais tarde regravadas e incluídas nos álbuns das bandas dos músicos participantes, como é o caso da música I Wanna Make It Wit Chu regravada pela banda de Homme, Queens of the Stone Age.
Assim sem dar conta já passaram 2 anos. O bebé deu lugar a um menino que já corre tudo, fala pelos cotovelos e está sempre alegre.
Continua "obcecado" com utensílios de cozinha e adora que eu lhe diga quais os ingredientes que coloco no pão. Vai repetindo as palavras à medida que eu as digo como se não quisesse esquecer a receita no futuro.
Tem tanto de rebelde e bruto como de meigo. Não pode ver alguém a chorar (a fingir) que não vá logo a correr aflito para dar festinhas na cara da pessoa atingida.
É o meu menino. O meu menino. O meu pequenino de quem gosto cada vez mais.
Adora ouvir Jorge Palma e já canta comigo a "Canção de Lisboa". "Mamã, mamã....", enquanto balança os ombros.....
De seguida ouço "O meu amor existe"
O meu amor tem lábios de silêncio
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina
É isso. Mesmo isso.
Aquelas saquetas de chá da Lipton com o fio colado à dita. COM.O.FIO.COLADO.
Porquê? Para quê?........
...leio por aqui uns comentários meio tontinhos. Depois dou-me ao trabalho de ir espreitar o perfil e vejo nomes como Ruth Marlene no grupo dos artistas favoritos.
Continuo ou ficamos por aqui?
....existem pessoas tão, tão, tão, mas tão burras neste planeta!
Pronto, foi só um desabafo.
Podem ir.
Tenho uma camisola interior, uma camisola polar e um casaco polar. Como já me estava a dar os calores fui vestir um robe e tenho uma manta nas pernas. O aquecedor está ligado.
Se a minha mãe me visse diria para ir passar a ferro ou esfregar paredes para ver se aquecia. Já passei a ferro ontem e nem eram 9h da manhã já estava a limpar o tecto da casa de banho.
Se tiverem mais alguma sugestão agradeço.
Atentamente
A Gaja
My beloved one
Gosto de ler, ler, ler
Diário de uma dona de casa à beira de um colapso...