Segunda-feira, 23.01.12

Conversa com um jovem de 10 anos:

 

"....e quando é que começas a utilizar acentuação nas palavras que escreves?"

"Oh Susana...a malta agora não usa isso!....isso é cena de cotas!!"

 

"ah.....ya meu....tá-se...."

 




Quarta-feira, 18.01.12

Pois que diz que está aí a crise. E está, não vamos negar que se avizinham tempos complicados. Nota-se um certo desânimo nas pessoas, medo do futuro e todas essas coisas de que se fala ultimamente (repetidamente).

E este medo também é o meu, óbvio, ainda não cheguei ao ponto de pouco me importar com tudo isto e esperar para ver no que dá.

O negócio não corre mal, mas tem de correr melhor, ponto.

É complicado gerir uma quantidade substancial de "pequenos pormenores" como rendas, água, luz, despesas com fornecedores etc. Não posso da mesma forma queixar-me dos novos clientes que têm aparecido, que por norma, voltam.

Mas o facto, e como disse anteriormente, é que este é um ano de medos, de contenção de despesas e o meu (medo) é que o meu negócio "apanhe por tabela", coisa que inevitavelmente poderá acontecer.

 

E aqui entra o apelo. Não venho pedir subsídios nem donativos (bem, só se for para a pequena União Zoófila que tenho ali no quintal com 8 gatos que não me largam as gamelas, mas deixo o NIB numa próxima). A questão é que preciso que o meu trabalho tenha ainda mais divulgação e agradecia-vos imenso (tipo mesmo bué) que me ajudassem a fazê-lo.

 

Posso deixar um exemplo de como isto pode funcionar: num universo de 10 pessoas, 9 estarão com medo e 1 não, num universo de 100 pessoas, 90 estarão contidas e 10 não. Ora são estas 10 pessoas que poderão fazer toda a diferença para a continuação deste projecto.

A ideia será criar o efeito "bola de neve" de forma a poder chegar ao maior nº de pessoas possível. Todos vós terão amigos no Facebook, esses amigos terão outros and so on.....alguns de vós terão blogues, alguns de vós terão vizinhos, familiares, etc

 

Estarei a ser muito "calculista", pensarão uns. Estarei a ser directa, penso eu. Neste momento, como em todas as fases da minha vida, até mesmo quando trabalhei para outros, não pedi aumentos, pedi mais trabalho de forma a ganhar mais. O trabalho não me assusta, viro noites se for preciso. Tenho ainda mil projectos na cabeça, ideias por concretizar, novidades por lançar e não queria mesmo ter de desistir.

 

Para seguir a página de fãs da Cake Mania é só ir aqui e o blogue fica já aqui ao lado (ainda por cima agora mudou o visual e tudo...está mesmo panisguinhas!).

 

A quem ajudar à divulgação anonimamente, agradeço desde já, mas se deixarem aqui o vosso nome mando-vos uma beijola virtual que até andam de lado! ( "se mandasses mas era um bolo!....." )

 




Terça-feira, 03.01.12

Vocês importam-se muito se eu não vier para aqui falar acerca da problemática de como eu comi que nem uma lontra na altura das festas e que agora é que é, muitas corridas, ginástica, fechar a boca (ou abri-la apenas para ingerir um caldinho ralo de legumes) mas sim para dizer que no fundo comi exactamente como no resto do ano e que irei continuar a fazê-lo?

Ou fica muito mal?

Pronto, estamos conversados então.

 




Quarta-feira, 28.12.11

Pois que o meu foi muito bom! É de facto verdade, depois de ter filhos o Natal ganha outra dimensão (apesar de eu sempre ter adorado) e outro significado.

Este ano, à semelhança do ano passado, meti na cabeça que teria de oferecer a amigos e alguns familiares coisas feitas aqui em casa. Juntei ainda mais pessoas à lista que no ano anterior (eu gosto de complicar) mas no fundo nunca tive grandes esperanças de acabar tudo a tempo. O trabalho nas últimas 2 semanas antes do Natal era mais que muito mas em cada bocadinho livre que tive aproveitei para fazer todas as coisas. O Rapaz ajudou e muito! Desde a impressão de etiquetas, escrever em todas (a cambalear de sono muitas vezes, por isso se estavam algumas com a letra torta não se admirem:)) ou a fazer alguns embrulhos. Quanto a mim coube-me a parte da confeção: chocolatinhos carregadinhos de frutos secos e sultanas, Areias (não de Cascais mas de outra terra que é a minha:) e açúcar aromatizado com canela e gengibre. Estes eram os "produtos base" do cabaz e ainda em alguns juntámos, claro está, algumas bolachas de Natal da Cake Mania.

 

   

 

A maioria dos cabazes foram "embrulhados" nas latas de leite do Di (algumas que fui guardando ao longo do tempo), devidamente cobertas com papel de embrulho, claro. Como as latas não chegaram recorremos ao tradicional papel de celofane e eu acho que também ficaram muitaaaa giros!

 

 

 

Claro que o blogue da Joana Roque ,que eu adoro, tem servido de inspiração desde há 2 anos, altura em que comecei a acompanhá-lo. E agora com o livro dela, "Feito em casa" (presente mááá lindo das minhas amigas) creio que a "pancada" se vá agravando :)

O Rapaz também gostou muito de acompanhar este processo e foi um verdadeiro trabalho de equipa...tanto que até se inspirou e foi fazer  um licor Baileys caseiro para oferecer à sogrinha (o sucesso foi tanto que agora ninguém o cala com os licores...não tarda muito tenho uma destilaria montada cá em casa)

 

A véspera de Natal foi passada entre as últimas compras e na cozinha, rodeada de cheiros a canela, fritos e risadas. Ouvi alguém dizer na televisão que iria comprar tudo feito porque secalhar nem ia gastar muito mais do que se fizesse em casa e assim passaria mais tempo de qualidade com a família e não trancada na cozinha. Pois quanto a mim, fiquei trancada na cozinha com todos lá dentro e o tempo que passámos foi de qualidade, garanto. Tirando a parte em que os cunhados meteram na cabeça que iam fazer uma maionese espectacular e ficaram com a varinha mágica a fazer barulho durante quase uma hora. Teimosos pá! Maionese 1 / Cunhados - 0

Já estávamos a jantar quando saiu do forno o segundo bolo-rei.....nham nham nham!

 

 

 O resto da noite foi passada a abrir os presentes. O Di, da parte dos pais teve um, um volante todo giro da Chicco que achámos bastante didático. Um tambor todo giro da avó, um cão peluche do tio (que acha que a criança anda rodeada de gatos em demasia :P), roupinhas e outras coisinhas. Nada em demasia, como tínhamos planeado, até porque o pimpolho nem entendeu metade do que se estava a passar :)

 

Quanto a mim tive presentes espectaculares. Sem pedir nada, sem sugerir nada, acertaram todos na mouche nas coisas que me ofereceram. Ténis pretos e rosa (so Cake Mania!), camisola rosa (again Cake Mania!), a biografia do Hérman José, o filme do Amadeus (durante largos anos era tradição ver este filme com o meu irmão no dia de Natal).

Do meu Rapaz recebi esta preciosidade:

 

 

E ainda este, que considero o álbum do ano:

 

 

 

 

O dia de Natal foi passado entre a casa da mãe, casa do pai, os miúdos connosco, barulho, muito barulho, animação, o cansaço também a espreitar, mais comida, mais presentes. Para casa ainda veio uma mota, que o maluco do avô e da avó torta decidiram oferecer a D. Dinis para quando ele tiver idade de me partir a sala toda com aquilo. Obrigadinhes sim?
Chegados a casa, às 11h da noite, o Rapaz ficou a tratar dos garotos e eu ainda fui trabalhar. Tinha um bolo para o dia seguinte e lá fui eu conversar com os Pocoyos, elefantes rosa e patos desta vida.
Deitei-me às 3h da manhã. Com a sensação de dever cumprido. Ufffffffff

 

 

 




Sexta-feira, 23.12.11

Pois que não liguem ao post aqui de baixo que isto é menina para de vez em quando se passar da marmita e largar toda uma ordem de impropérios apenas como forma de desabafo. Depois passa-me, tipo meia hora depois e amigos como antigamente.

 

De maneiras que no fundo, no fundo, o que ando é com muito trabalho e parcas horas de sono mas com o espírito natalício ao rubro! O primeiro Natal do meu pintaínho é razão para andar mais que feliz :)

 

A todos vocês que continuam a acompanhar esta Vidinha queria desejar-vos um excelente, fantástico, fabulástico Natal cheio de prendinhas, docinhos para a engorda, miminhos entre família e tudituditudi!!!!!!

 

( O Di ali atrás diz: "tetete...didididi....dadada....são os votos dele para vocês! :))

 




Sexta-feira, 16.12.11

...mais às pessoas que pensam que só elas é que têm vidas para organizar, filhos para tratar, trabalho para fazer e o c@r@lhinho que as fod@m. Epá, a sério...com trabalhinho até ao tecto tenho mesmo é paciência para certos filmes de quem pensa que estou aqui de perninha aberta para mudarem o que está combinado como querem e bem lhes apetece. Mas que merd@ de respeito é este pá?!!

 

E pronto, agora que já estou desabafada, vou ali e já venho. (antes do Natal, espero)

 




Sexta-feira, 25.11.11

"Eu não vejo a Casa dos Segredos mas...."

 

E há sempre um "mas", e no fundo sabe o nome de A B ou C, e quem é mais badalhoca ou o mais burro, ou quem teve uma vida desgraçada etc etc...

No fundo não vejo qual a necessidade deste "mas" pois já eu tenho imensa pena de não ter tempo para ver a Casa dos Segredos. Juro! Reality shows são das melhores coisinhas jamais inventadas em termos de entertenimento televisivo. É bom, é leve, faz rir, faz comover, faz entreter e tudo carregadinho de vidas reais. Se são falsos, se estão a representar...who cares? Era menina para passar horas a ouvir conversas, ver atitudes, comportamentos, só porque sim, porque gosto de pessoas.

Mas o problema é que não tenho tempo e quando tenho algum, por vezes,existem outras prioridades, como por exemplo: no dia da estreia do programa, eu não vi, porque me pareceu mais interessante o filme que ia passar no canal 1. O que achei estranho, foi umas horas depois e no dia seguinte ouvir toda a gente falar na Casa dos Segredos (mal) e eu fiquei um pouco confusa pois caso me lembre a maioria dos portugueses pelo menos 4 canais ninguém lhes tira.

 

Eu não vejo o programa e não tenho um "mas", porque não sei mesmo os nomes dos concorrentes e aquilo que me ficou do pouco que vi foi a imagem de um rapaz a falar à Cristiano Ronaldo e de uma rapariga vesga. E dos poucos minutos que assisti, o que eu me ri senhores!

 

O problema deste tipo de programas não está neles mas sim da forma como algumas pessoas os encaram. No "mas" que precisam de utilizar de cada vez que falam neles. Na vergonha escondida de ver a vida dos outros e de comentar a vida dos outros quando no fundo todos fazemos isso desde pequenos.

O "mas" nunca seria necessário aplicar, caso existisse segurança, quer em escolhas televisivas ou na vida. O ser humano tem uma capacidade incrível de gostar de mil coisas ao mesmo tempo, todas diferentes, de todas as áreas, então, pergunto-me eu: o "mas" para quê?

 




Terça-feira, 22.11.11

Colocaram-me uma questão: de como poderiam aceder a um blog que entretanto se tornou privado, blog esse que também eu sigo e que btw, também gosto muito.

 

Mas o problema é que eu não sei, ou melhor, nem quero saber, porque entendo como escrita privada os diários e os cadernos enfiados nas gavetas de cada pessoa que assim os prefere guardar. 

Nunca entendi muito bem este conceito de blogs privados ou de como alguém, algum dia, acreditou que a internet pudesse de alguma forma ser privada. Não, não é. E enquanto continuarem a acreditar nessa treta, o que iremos continuamente assistir é a blogs a privatizarem para logo de seguida abrirem na porta ao lado com outro nome, e passadas meia dúzia de horas os seguidores que tinham no antigo pedem para ler o novo e volta exactamente tudo ao mesmo. Para quê? Porquê?

 

Escrita privada: diários, cadernos fechados em gavetas.

Felizmente não tenho o hábito de abrir gavetas alheias ou de forçar a sua abertura, por isso não Carina, não sei como te ajudar.

Mas vai por mim, mais meia dúzia de dias e ela volta. Voltam sempre :)

 




Segunda-feira, 14.11.11

Boa tarde,
Tenho produção de miolo (grão) de amêndoa e azeite de trás-os-montes. Vendo pequenas quantidades (min. 5l e 1kg).
Cumprimentos,

João Tomé
email: joaobtome@gmail.com

 

 

Opá isto é tão lindo!! Pessoal, já sabem...amêndoa e azeite é com o João!

 

(juro que estava capaz de encomendar um garrafão de azeite :))

 





Quarta-feira, 02.11.11

Na semana passada numa das minhas visitas ao estabelecimento onde compro material de trabalho, dou mais uma vez com uma "iniciada" nestas artes. E porque tinha visto não sei onde e porque queria experimentar e que não fazia a mínima ideia de como iria fazer mas que iria tentar e blablablabla.....E isto, tendo em conta que a conversa não era comigo, apenas me limitei a ouvir e esperar pela minha vez de ser atendida.

Indo a rapariga toda contente com os seus novos artefactos num saquinho rumo a casa, e estando eu já a falar com a fornecedora da loja, calhou em conversa este boom que se tem assistido nos últimos tempos. Hoje em dia toda a gente quer fazer bolos, decorar bolos, vão a um workshop modelar uma ovelha em cima de um bolo falso e voilá! "já sei mais disto que eu sei lá".

No decurso da conversa dizia eu que não tenho nada contra, agora aquilo que me fazia confusão era o título de Cake Designer que cada uma dava a si própria ao fim de 2 bolos vendidos.

Rimos ainda as duas quando ela me contou que não admitia a ninguém que dissesse que ela era Cake Designer (e estamos a falar de uma pessoa que dá cursos numa escola profissional) e também quando eu lhe contei do título que o meu irmão me arranjou: "A minha irmã faz bolos para fora" (adoro!)

Contou-me ainda da quantidade absurda de maus trabalhos que se vão vendo por aí, de em algumas conversas ter ficado a descobrir algumas pessoas usam bolos já feitos do Continente ou Pingo Doce, colocam um recheio às 3 pancadas e dedicam-se apenas à decoração (na maioria dos casos má!).

E eu fiquei assim meio estupefacta com estas revelações, pois se houveram pormenores (e que pormenores, senhores!) com que sempre me preocupei, foi com as massas dos bolos e os recheios. Fiz muitas experiências até encontrar as receitas certas e todas as que não corresponderam ao meu conceito de qualidade, foram directamente para o lixo.

 

Isto tudo para dizer que não é uma arte fácil. É preciso de facto muito empenho, dedicação, pesquisa, estudo, paciência e brio profissional. Brio.

Workshops nunca frequentei, não que tenha alguma coisa contra, apenas porque tenho imensa dificuldade em absorver informação naquele formato. Passadas algumas horas já me esqueci de metade do que ensinaram por isso sempre gostei mais de ser autodidacta e absorver apenas aquilo que me interessa.

 

De uma forma ou de outra, com ou sem workshops, para todas as pessoas que possam vir a ler isto e que estejam interessadas em darem início a esta actividade: brio

 

E para que vos possa dar um exemplo do que será uma Cake Designer sigam este link e aí verão o que poderá possibilitar alcançar esse título.

É que só tenho 2 palavras para essa senhora: palminhas, muitas!

 

Quanto a mim?....Sou uma mera curiosa....ah! e faço bolos para fora! :))))

 




Segunda-feira, 31.10.11

Hoje temos a noite das bruxas (temos?)...e lembrei-me deste vídeo, o mais assustador de todos os tempos, um dos mais bem conseguidos.

 

É velhote sim senhora mas igualmente intemporal. Adoro!!

 




Sexta-feira, 28.10.11
Assunto entre gajas em dias de chuva: a roupa não seca, ai que chatice que não se consegue secar roupa com este tempo, a roupa não seca.

Passaram-se anos (anos!) desde a queima dos soutiens e a merda da conversa é sempre a mesma...




Quinta-feira, 20.10.11

...uma Gaja pensa que vai ter aqui 1 hora e meia sossegadinha da vida a tentar concentrar-se em coisas para lá de pendentes?

Liga a avó a dizer que o rico netinho tem estado toda a tarde numa birra que só visto....

 

E o que é que uma Gaja faz?
Larga tudo e vai buscá-lo....

 

Ohhhhh!!! Acho que nunca entendi o real significado da expressão "mãe sofre" até ter sido....mãe!

 




Tenho andado desaparecida, pois que tenho. A vida às vezes não me permite fazer as 289 coisas que gostaria de fazer num dia só. Uma delas é escrever e acreditem que era menina para me sentar em frente a um pc durante horas a divagar sobre tudo e sobre nada.

Mas lá está, outros valores se levantam e como ainda não faço parte dos que vivem da escrita tenho de me agarrar ao rolo da massa e esticar bolachas e fazer bonecos e cozer bolos e decorá-los.

Nada de queixumes, que o trabalho tem corrido que é uma maravilha e as encomendas andam a cair que nem tordos. Tendo em conta a situação actual do país é mas é de levantar os bracinhos ao céu e mandar gritinhos de felicidade.

 

É só para que saibam, meus leitores mááá lindos, que esta vidinha anda meio a 100km à hora mas que tentarei não deixar este espaço tão ao abandono como nos últimos dias (3 estaladonas em mim mesma se volta a acontecer).

 

E com vocês? Tudo benzinho?

 




Terça-feira, 11.10.11

Eu, com um projecto a meio de um bolo para um apaixonado motard com quarenta e poucos anos.

Alguém próximo de mim, angustiado com um familiar numa cama de hospital em coma profundo depois de um acidente de mota.

 

E é assim, enquanto uns fazem a festa...outros choram sendo o "actor principal" o mesmo, em ambos os casos.

 

Estranha, esta coisa da vida...




Segunda-feira, 03.10.11

Este pinguim faz hoje 8 meses. 8 meses, senhores!

E uma Gaja fica assim apardalada a pensar como o tempo voa mas ao mesmo tempo feliz de acompanhar todos os pequeninos passos nesta vidinha que é a dele.

 

Já tem 2 dentinhos e mal se deu pelo nascimento deles pois nada de choros, dores (se teve, não se queixou muito) ou noites mal dormidas. Faz questão de sorrir de forma diferente como se quisesse mostrar ao mundo a sua mais recente aquisição.

 

Na cama já se vira e revira. Sempre adorou estar de barriga para baixo e agora ainda mais pois já descobriu a liberdade de movimentos que isso lhe permite. Gatinhar ainda não, lá levanta o rabinho de vez em quando mas desiste, então vai andando como pode de marcha-atrás.

 

Sentado, sozinho e sem ajudas, também adora. Consigo que se aguente assim algum tempo enquanto está entretido com os seus brinquedos. Já descobriu que a caixa dos mesmos está ao lado do berço, então de vez em quando, lá enfia a mão pelas grades e manda tudo ao chão. Quando chego e faço cara de zangada, devolve-me uma expressão de sacana e ri-se.

 

Adora tomar banho, com a esponja faço efeito “chuveiro” por cima da cabeça dele e fica todo contente a ver a água a cair.

 

Come de tudo, menos o leite (não conseguimos vencer esta batalha) mas sopas disto, sopas daquilo, fruta A ou fruta B e iogurtes marcha tudo. Umas mais que outras mas sempre de boca aberta!

 

Descobriu há pouco tempo que dormir de noite é uma chatice, “tanta coisa para descobrir e estes gajos a quererem que eu adormeça agora?...nem pensar!”, o que nos leva em algumas noites a adormecer por volta das 3h da manhã ou mais...

 

Já reconhece muito bem quem lhe é mais familiar. Dá gritinhos assim que vê o pai e faz um som de satisfação. A minha voz reconhece-a a léguas,  adora dançar comigo e descobrir o mundo comigo. Quando vê a avó fica doido e dá-lhe abracinhos apertadinhos (é a única pessoa a quem ele faz isto) e com “grande” tio Rui troca olhares cúmplices. Com os manos é uma festa e apesar de estarem pouco tempo juntos fica todo contente quando estão cá como este fim-de-semana.

 

Adoooora ver anúncios (qual a criança que não gosta?) e fica vidrado a ver o da Intimissi (?)...adora a música do genérico do jornal da Sic e ninguém o incomode nessa altura.

 

Mostra claramente quando não está satisfeito e não se atrapalha nada de atirar ao chão com um ar furioso qualquer brinquedo que não lhe agrade na altura (herdou o mau génio da mãe, nada a fazer) mas em contrapartida quando está feliz faz-me “olhinhos”, expressão fotocópia da do pai de quem herdou o sorriso sempre pronto.

 

 

Caramba pá! 8 meses! E cada dia que passa gosto mais dele!




Quinta-feira, 22.09.11

Um dia destes a caminho da casa da minha mãe para ir buscar o Di, ao fazer uma curva com o carro dou com um grupo de uns 7 ou 8 africanos a caminharem....no meio da estrada. E isto não é situação nova para mim pois já não é a primeira nem a quinta vez que me deparo com cenários do género. O meu rapaz diz que é normal, que em Angola andam todos no meio da estrada mas lamento, pois caso me lembre, vivo no concelho de Sintra há mais de 30 anos e não em Luanda.

E depois há dias em que ando mais avariada dos cornos e este foi um deles, sendo que achei que estando a circular com um carro na estrada e havendo passeios de ambos os lados alguém teria de se desviar. E esse alguém não era eu. Confesso que sou capaz de ter acelerado um bocadinho mais indo de encontro às calças debaixo do cu de um deles, confesso que gostei de ver a cara de medo de todos eles ao pensarem que eu nem ia travar. Mas travei e aí a postura de encolhidos com que todos ficaram passou automáticamente a pose de galos com a crista ao alto ainda mandando uma palmada no carro.

E aqui juro, que estive vai não vai para sair do carro e perguntar a todos aqueles imbecis se ainda queriam ter razão e se caso eu me tivesse desviado deles e tivesse levado com outro carro em cima do meu quem é que ia pagar o arranjo.

Mas claro está, eu sou uma Gaja, eles eram 7 ou 8, e mesmo existindo uma esplanada uns metros à frente cheia de homens (brancos), se a coisa desse para o torto tenho quase a certeza que nem um levantaria a peida da cadeira e ainda iria assistir a cena com um tremoço no canto da boca.

 

Porque andamos assim, toda a gente tem medo, toda a gente tem medo de se meter, toda a gente tem medo de enfrentar os bandos do "roça o cu nos muros o dia todo, assaltam pessoas nos comboios e fazem arrastões nas praias". E nem me venham cá falar em racismos porque como já disse vivo no concelho de Sintra e sei bem do que falo, por isso sim, sou racista com este tipo de gente. Não sabem falar, não sabem estar, não sabem viver em comunidade.

Poderia aqui dizer que não são todos, que até tenho amigos negros mas quem for minimamente inteligente dispensa este tipo de explicação pois sabe bem a que me refiro.

Tenho pena, muita pena que de vez em quando não existam homens (mas assim com tomates a sério) que saiam do confortozinho das suas pantufas em casa e vão à rua mandar calar aquelas bestas com a Kizomba a tocar até às 2h da manhã e que apanhem os cacos das garrafas de cerveja do meio do jardim.

Mas não. Todos temos medo.

E um dia destes já nos cospem em cima e aí será tarde demais.

 

 

 




Quarta-feira, 21.09.11

 

 

Há uns anos atrás, preparava-me para fazer um receita qualquer quando me deparo com a falta de um ingrediente: açúcar em pó, ou em americanaites icing sugar.

Ora como isto não é Gaja para se atrapalhar pensei para mim: ora se os grãos de café que são rijos como os cornos ficam moídos no moínho, o açúcar se passar por um processo do género é capaz de se transformar"

Vai daí peguei no que estava mais à mão e com a varinha mágica transformei aquele acúcar granulado num pó mais fino que eu sei lá.

Com o tempo aperfeiçoei a técnica e dei um passo gigantesco nesta arte ao começar a utilizar a grande amiga 1-2-3. É muito simples, dá para uma maior quantidade de açúcar e torna-se mais rápido.

Como saber se o açúcar já está bom? Quando levantarem a tampa e virem formar uma nuvem de pó, estará concerteza no ponto mas se ainda assim tiverem dúvidas passem um pouco pelos dedos e pressionem. Se não sentirem "grânulos" está mais que bom!

 

E pronto, foi a dica de hoje para aqueles que ainda não sabiam.

De nada, ora essa, foi um gosto.




E com isto já vamos em 6 e o botão já aí mora ao lado (filho de um cabaz de ouriço que não era bem assim que queria mas esta carola não dá para mais!)

 

 

E prontes... O Vidinha, agora, em terras facebookianas.




Terça-feira, 20.09.11
Ai não metem o botão "gosto"? Ai não metem o botão "gosto"? Ai não metem?

Então o "Vidinha" vai abrir uma filial no Facebook. Na verdade já abriu, tem um fã (pronto,sou eu), e faz eco por todos os lados. E só não coloco aqui o endereço porque.....

....não consigo meter o botão "gosto"




Dei o leite ao Di, tomei banho, meti um pão a fazer, deixei uma máquina de roupa a lavar, estendi roupa, meti feijão a cozer, enchi outra máquina de roupa para lavar, o Di acordou, mudei-lhe a fralda, voltou para a caminha para brincar com os bonecos, cozi carne para a sopa dele, fiz uma feijoada, o pai chegou a casa e deu-lhe banho e almoço, a minha mãe chegou e almoçámos todos, o Di foi com ela, lavei loiça, estendi mais roupa, dei uma aspiradela na casa, lavei a casa de banho, fui despejar o lixo, já respondi a e-mails, já editei fotografias, actualizei o blog/FB da Cake Mania, já pesquisei assuntos de trabalho e agora.....

 

....vou só ali beber um café e já venho...

 




Segunda-feira, 19.09.11

Perguntou-me a Shadow no outro dia, o que tinha ido eu fazer ao Porto (é investigadora e basta).

 

Muito simples: cumprir uma promessa com mais de 1 ano. Não, juro que não fui de joelhos, mas foi coisinha que me ficava em caminho à vinda para casa depois de uma correria desgraçada a visitar a família do meu rapaz.

Sendo assim, fui conhecer uma das minhas clientes preferidas, a maior viciada em Canolis de que há memória. Fiquei a conhecê-la no restaurante do seu rapaz e foi fabulosa a forma como nos trataram. Super simpáticos, muito afáveis e principalmente acolhedores.

É realmente verdade quando dizem que no Norte recebem as visitas como ninguém.

 

Por isso não posso deixar de sugerir, para quem vive no Porto, ou quem vá de passagem como foi o nosso caso, de visitar este espaço. Chama-se 110, funciona como restaurante, bar e galeria de arte (tinha por cima de mim uma ilustração da "Última Ceia" brutal).

Almoçámos ao som de Cat Power (palminhas!!!) e a comida estava uma delícia.

Juro, tudo em bom, acreditem. Podem visitar o site do 110 para mais informações.

 

 

 




Ah espera, já está a começar outra.

É que nem dei por qualquer tipo de intervalo...




Quinta-feira, 15.09.11

Hoje estava em casa quando ouvi vindo da rua o som do Tarzan. Isso mesmo, Tarzan. Devia ser alguma buzina de um camião que passava. É óbvio que comecei logo a rir e duvido muito que alguém que passasse naquela altura não tivesse ao menos esboçado um sorriso.

 

Porque no fundo, no fundo, divertimo-nos com muito pouco e não é preciso assim nada de muito complicado para alegrar os nossos dias. Era bom que nos tornássemos em algo mais informal, que nos tratássemos por tu mais vezes, que largássemos mais gargalhadas.

 

Vejam o vídeo. Mas vejam mesmo com atenção até ao fim e depois digam lá se eu não tenho razão... ;)

 




Terça-feira, 13.09.11
...quem é que ainda não é fã da Cake Mania? Vá, minha gente...tudo a clicar!

Cake Mania on Facebook

Gostas não gostas? Gostas! Diz que sim!



Gaja às 18:02 | link do post | comentar

 

 

Estava eu a ler um post da Pipoca , em que a rapariga se refere ao tempo que pensava que ia ter quando decidiu deixar o conforto de um emprego certo, quando dei por mim a abanar a cabeça em sinal de concordância.

 

Porque de facto é isso mesmo, quando deixamos a estabilidade, a rotina dos horários certos e nos lançamos de cabeça num projecto em que acreditamos, pensamos que vamos ter todo tempo do mundo para nos dedicarmos a ele. E se por um lado isso acontece, por outro não.

A realidade com que a Pipoca se deparou há dias já eu tinha dado conta dela há mais de um ano. Ser freelancer, seja em qualquer actividade, não é fácil. Damos por nós a passar mais tempo em casa, sem horários (tirando os que o trabalho impõe, claro), por vezes dispersamo-nos em tarefas caseiras que caso tivessemos um emprego na rua só as faríamos, ou ao fim do dia ou ao fim-de-semana, achamos sempre que vamos ter tempo para tudo e quando chega ao final do dia (lá para as 2h da manhã) achamos sempre que poderíamos ter feito muito mais.

Com filhos torna-se ainda mais complicado. No meu caso as manhãs são praticamente preenchidas com D. Dinis e se não fossem as tardes em que ele fica com a avó (palminhas para as avós!) nem sei como faria.

 

Depois ainda existe a ideia de quem trabalha em casa ou num espaço próprio e que é dono do seu tempo e do seu trabalho, que está sempre disponível. E não é bem assim. Apesar de não ter horários fixos a cumprir, no fundo, todo o meu dia é praticamente absorvido pelo trabalho, em que na maioria das vezes mesmo que não esteja de facto a trabalhar, estou a pensar, a ter ideias, a idealizar coisas novas, a tentar arranjar uma solução criativa para um cliente etc.

O tempo torna-se de facto muito pouco para tudo o que queremos fazer mas com alguma ginástica e com as pessoas certas do nosso lado, tudo se consegue.

 




Quarta-feira, 07.09.11
De Viseu, S. Pedro do Sul, Sta Maria da Feira, Espinho, Porto e Aveiro.

Isto em 2 dias, senhores! 2!!!

Estou capaz de ir ali mandar uma cabeçada na almofada que ela até anda de lado.




Sexta-feira, 02.09.11
Há qualquer coisa na Aurea que já enjoa.

E a " Define joyyyyyy uihhh uihhhhh uhhh ohhhh!!!!"

Esgasse!




Quinta-feira, 01.09.11

 

 

Eu não sei como é com a maioria mas o meu NUNCA adormece sem "ajuda".

O momento de dormir obedece sempre a um ritual: colocá-lo de lado, falar diversas coisas com uma voz estranha, tipo desenhos animados (eu consigo fazer essas cenas), dar 642 beijinhos desde os pés até à orelha, dar-lhe a chucha, a chucha ser cuspida umas 30 vezes e voltar a colocar, colocar uma fraldinha perto dos olhos (adora!), inventar vozes para todos os bonecos que tem à volta (para a ovelha, a cenoura, o coelho e o cogumelo), a cenoura ser atirada violentamente contra as grades do berço, voltar a colocar a cenoura ao lado dele (disfarçada ao lado do coelho), fartar-me da bonecada toda e atirá-los eu contra o fundo do berço, voltar a dar-lhe a fralda, voltar a falar com voz de boneco, calar-me, ver que está quase a adormecer e a entregar os pontos, o cabrão do cão ladrar na casa em frente, voltar tudo a mesmo, ir ao quintal fumar um cigarro e exclamar um "VAI LÁ TU" ao pai, o pai regressar passados 5 minutos a dizer um "está quase, quase", ir lá eu, repetir alguns procedimentos e finalmente lá adormece.

 

"Ai e tal nunca o habitues a dormir ao colo..."   YAAAAHHH! Ele sempre detestou adormecer ao colo! Logo nem se coloca esse problema, que foi por esse hábito malfadado (que não acho nada mas pronto) que ele tenha dificuldade em adormecer.

 

"Ai e tal deixa-o estar que acaba por se cansar e adormecer..." NÃO. Não deixo. Faz-me confusão a criança estar desesperada com sono e eu sentada na sala a ouvir, não um choro porque não é, mas um lamento repetitivo. Daí, que de cada vez que D. Dinis esteja para dormir seja sempre uma tarefa a dividir aqui em casa. Umas vezes eu, umas vezes o pai. O pai não tem tanto jeitinho ou terá...mas sinto que seja um momento em que peça mesmo a presença da mãe. Por isso sim, estou lá, as vezes que forem necessárias.

 




Terça-feira, 30.08.11

 

 

Um fenómeno que observo já há algum tempo: um género de vassalagem que se presta a certos escritores de blogues. Um lamber de botas a uma pessoa que não se conhece de lado nenhum, um desfile de comentários em defesa dessa mesma pessoa quando alguém a ataca. Uma parvoíce pegada.

 

E mesmo que esses escritores de blogues insistam em colocar fotos tremendamente bonitas nos seus espaços (como o exemplo da foto em cima), tentando passar a mensagem de como a sua vida é tremendamente perfeita... vão por mim, cagam exactamente como todos nós.

 




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