Por vezes a vida pode andar uma grande confusão, as coisas não correrem como espero, as dores nas costas não ajudarem, as chatices, as merdices do dia a dia, o esforço por tentar ser melhor, fazer melhor, o desânimo que se instala por vezes nas horas que voam sem dar por elas e sem conseguir fazer tudo, chegar a tudo, alcançar tudo.
E de repente ouço "Mamã". Assim dito com sentido, cheio de ternurinha lá dentro. "Mamã"
E tudo passa. Tudo.
Estava aqui a pensar que já estou como a outra do anúncio, é que não tenho mesmo paciência, nem vida, nem tempo para estar doente. Há mais de uma semana com uma c*rta de uma constipação e de uma tosse que não me desampara a loja. Já nem tenho conta dos lenços que já gastei (lá se vai mais uma floresta), do mel que já ingeri, do sumo de limão e cházinhos e xaropezinhos e o caneco!
A sério! Uma gaja fica mesmo almariada, com uma telha descomunal, que no meu caso o meu rapaz define como a Pala do Siza Vieira. Quando estou assim dá-me para fazer salgados. Sim salgados!....entre rissois disto e daquilo, rolos de queijo e fiambre, croquetes e o camandro foram 100 unidades. E mesmo assim não me passou!
Que se lixem os salgados que o que eu queria mesmo era de volta a minha sanidade mental. É que isto de tossir de 10 em 10 minutos não dá com nada.
E por falar nisso, está na hora.
Vou ali tossir e já venho....
E eis senão quando chega-me esta surpresa à caixa de correio. Um caderno liiiiiindoooo feito pelas mãos habilidosas e carinhosas da minha amiga Helena. Sim, amiga...porque apesar de não a conhecer pessoalmente, os blogues ainda continuam a ter esta capacidade maravilhosa de aproximarem pessoas.
Muito, muito obrigada!
Ainda nem escrevi nada neste caderno mas quando o fizer terá de ser algo muito especial!
Existem coisas que conseguem em larga escala fugir ao meu raciocínio. Uma delas é ver pessoas a discutir futebol.
Se ganham, festejam e chamam os outros de ursos. Se perdem, chamam os outros de ursos e nhonhónhó e tétété e qual a razão de tanta festa quando eles (os ursos adversários) só ficaram com o não sei quanto lugar no campeonato.
Os outros, nhinhinhi, pópópó, toma lá que já almoçaste....e perdeste. Os que perdem, tititititititi, lélélélé......
Pessoas com faixas etárias para lá dos 20.
Juro que na creche do meu puto não assisto a cenas tão comoventes.
O programa já se vai tornando uma seca.....mas há qualquer coisa que me puxa a ver aquilo! Agora a minha questão é: existe alguma regra que obrigue os concorrentes a cantar Rui Veloso???
"Não há estrelas no céu...lalalalalalala"......"porque sou cavaaaaaleiro andanteeeeee....lalalalalalala"......"Tu eras aquela que eu mais queria....lalalalalala"
Dasse!
Deu uma trabalheira dos diabos, feito aos bocados, com dores de costas à mistura e da vista nem se fala. Mas está pronto e é o que interessa. Falta apenas 1 página que quero acrescentar mas o essencial está lá!
O novo site da Cake Mania!!! Cliquem na foto e entrem no deslumbrante mundo da bolaria!!!
Ide ver....ide meus pequenotes e digam-me coisas!
Por vezes vou lendo ou ouvindo pessoas por aí a questionarem-se : "será que devo ter filhos, será que a minha vida vai mudar muito? será que estou preparada(o)?" E a minha resposta a questões do tipo e por ordem de chegada é: só tu é que deverás saber, vai mudar muito, não, não estás preparada(o).
Na primeira semana após ter o meu filho em casa pensei para mim: ah...espera....isto agora vai ser sempre assim, certo? Tipo, isto não é uma experiência "a vida é bela" com prazo de validade....ah....pois....
Na verdade, e após 1 ano de experiência desta coisa fantástica que é a maternidade aquilo de que mais sinto falta é da minha liberdade. Aquela liberdade egoísta sabem, aquela que nos permite fazer aquilo que nos apetece, às horas que bem entendemos. Tenho saudades de num fim de tarde decidir ir sair com o meu rapaz, sem hora para voltar, de ver um filme do princípio ao fim, de pouco me preocupar com sopinhas e papinhas e frutinhas.
Aquilo que sempre vos disseram, pessoas que não têm filhos, de que não é fácil, sugiro-vos um exercício: ampliem essa frase na vossa cabeça ao máximo e talvez consigam entender melhor do que vos falam. Comigo foi assim, sempre me disseram isso, mas é certo que também não é fácil um primeiro dia num emprego, arrancar um dente, fazer um exame na escola, sendo assim era essa a interpretação que eu fazia dessa frase. Não ia ser fácil. Ok.
Nesta fase do texto, parece-me bem e cliché quanto baste, falar-vos das compensações. Essas de que tantos falam. De como é bom ver um sorriso dos filhos, um abraço deles, de vê-los bem e felizes. Do amor sem tamanho que se sente por estes seres pequeninos...etc...etc...etc...
Mas depois acontece algo como o que acabou de acontecer neste exacto momento em que escrevo isto....o pequenino mandou (mais uma vez) a chucha para o chão, fora as outras 78 vezes que o fez ao longo deste dia. Fora as outras coisas que atirou para o chão, fora as birrinhas que vai fazendo, fora a diarreia de ontem em que tivemos de o limpar de alto a baixo (sim...as previsões das viroses e o caneco que iria apanhar na creche deram certo, obrigada), fora a dificuldade que tem em adormecer, fora as noites mal dormidas...fora...fora...fora....
E atenção que estamos a falar de uma criança que de um modo geral nem dá muito trabalho, aguenta-se perfeitamente a brincar sozinho durante algum tempo e não chateia ninguém. Isto porque ouço histórias de algumas que são de puxar os cabelos!
Há algum tempo em conversa com uma amiga acerca deste assunto, em que ela contava o desespero de um casal amigo com um recém nascido, dizia-me ela: "Mas eles achavam o quê? Que iam ter um boneco?" Pergunta que também a mim já me fizeram (e o que eu gosto que me digam isto nem vos passa).
Ninguém pensa que vai ter um boneco, óbvio, ninguém é burro ao ponto de achar que não vai dar trabalho, o problema é que só conseguimos ter uma noção clara da realidade depois de vivermos a experiência. Ponto. E é natural que, principalmente nos primeiros meses, os pais fiquem à beira de um colapso de nervos, é normal, de repente notam que a vida mudou, deu uma volta completa.
Ser mãe é uma coisa fantástica. Juro! Assim como acredito que seja para o pai. Voltando aos clichés concordo plenamente quando se diz que não existe sentimento igual. Mas aqui é um pouco como no jogo, pagar para ver, e vocês, pessoas sem filhos, por muito que leiam e escutem a vossa experiência será única e irrepetível. Vossa! Já imaginaram a magia disto? ;)
E de repente, as rotinas por aqui mudaram. Aquilo que se tinha tornado um hábito há mais de 1 ano, filhote comigo da parte da manhã, filhote com a avó da parte da tarde teve de sofrer uma mudança. Já se tornava complicado gerir o tempo desta forma e tivemos de optar pela creche para o petiz. Ainda estamos no período de adaptação, ainda nem fez uma semana mas já deu para perceber que terá sido a escolha mais acertada.
Poderá evitar que eu faça noitadas a trabalhar pois ficando com as manhãs livres poderei começar mais cedo e assim o dia render muito mais.
E aqui falo de questões práticas...o problemas são todas as outras! Como me sinto quando o deixo lá e ele fica a chorar?...Mal!!
É estranho esta coisa de os defendermos com unhas e dentes enquanto estão connosco, dos mil cuidados que temos, da atenção à alimentação, dos mimos a toda a hora e de uma hora para a outra vemo-los nos braços de outra pessoa que nem conhecemos bem, não fazemos ideia do que comeram, se brincaram, se choraram, se foram felizes, se estiveram tristes....
É estranho. Muito. Estou em processo de adaptação a tudo isto e espero que tenha melhoras. Tem de ter.
Enquanto as mulheres não se unirem verdadeiramente, este dia não irá fazer grande diferença. E não, não será com jantares e lanchinhos umas cas outras que isso irá acontecer.
Não gosto muito deste dia apenas e somente porque não existe o dia do Homem. Quando o celebrarem talvez veja algum sentido em tudo isto.
....como de dançar a Macarena em cima de cacos de vidro cobertos de ácido.
Descalça.
Tem dias (noites) que tenho de trabalhar aí até às 5h/6h da manhã. "Olhaaaaa foi a vida que escolhestesssss" ouço repetidamente a ecoar na minha cabeça enquanto acabo mais um bigode da Hello Kitty (valha-me a santa que pelo menos boca não tem!).
Mas tem dias (noites) que até não tenho de trabalhar até mais tarde. Então, penso num serão sossegado a vegetar no sofá a ver programas da caca na tv, ver algum filme ou algo do género.
Já o meu rico filho não pensa assim. E a linha de pensamento deste mini-gajo com 1 ano é: "Não posso deixar que a minha mãezinha perca o ritmo,vou atazanar-lhe o juízo durante as noites que ela não tem de trabalhar e fazer birras de metro e meio. De certeza que assim ela não vai adormecer!!"
Pois não meu filho, não adormeço. Nem eu, nem o teu paizinho, nem os vizinhos do lado e quase que aposto que a senhora aqui da casa em frente que te acha um sosseeeeeeego de menino, é capaz de já ter mudado de opinião.
E a mãezinha sabe que estás a ser um querido, a sério, principalmente naqueles momentos em que estás quase a adormecer e eu por suster a respiração para não fazer barulho, quase fico com uma insuficiência respiratória. E também o que acho muito fofo é conseguir finalmente que adormeças e aquele percurso de 1 metro, desde o teu berço até à porta do teu quarto, em que levo à volta de 3 horas e 56 minutos a percorrer para de seguida fazeres o quê? Acordares!!! Bem...ternura mesmo! De seguida, com o coração cheio de tanta emoção, só tenho vontade de abrir a porta da rua e atirar-me para debaixo do primeiro camião do lixo que passe. Só naquela.
E ontem a mãezinha, apesar de saber que as tuas intenções são as melhores (que eu fique acordada o máximo de horas possíveis de madrugada, que fique com olheiras até ao chão e um humor de cadela Rottweiler) trocou-te as voltas (porque já acho excesso de zelo da tua parte) e deixou-te a chorar uns bem cronometrados 15 minutos seguidos. Sabem lá...uma pessoa quando está "emocionada" já está por tudo. E ali fiquei a ouvir-te na divisão ao lado…até que…..adormeceste…
Fraquinho pá! Ainda não foi desta que aguentaste até às 6h como a mãezinha….ainda te falta 1 horinha…estás quase lá meu malandreco!.....
Minha gente, não parei nos últimos dias! Acredito que com a vossa ajuda isto vá! :)) Pessoas a quem já agradeci, uma por uma, ali no post do apelo.
Os fãs na página do Facebook não param de aumentar, os pedidos de informações também não, portanto...acredito mesmo que todos vocês, mesmo os anónimos, estejam a contribuir a potes para o crescimento deste meu projecto!
Uma beijoca repenicada em cada bochecha vossa! :))
E agora outra questão....o pintaínho faz 1 aninho na sexta-feira (sim!!!!! já 1 ano!!).....e ando aqui às voltas....que bolo é que eu lhe faço?????????? HEEEEELP !!!!!
(sempre tive este sonho de inverter os papéis....ahahahah)
Conversa com um jovem de 10 anos:
"....e quando é que começas a utilizar acentuação nas palavras que escreves?"
"Oh Susana...a malta agora não usa isso!....isso é cena de cotas!!"
"ah.....ya meu....tá-se...."
Pois que diz que está aí a crise. E está, não vamos negar que se avizinham tempos complicados. Nota-se um certo desânimo nas pessoas, medo do futuro e todas essas coisas de que se fala ultimamente (repetidamente).
E este medo também é o meu, óbvio, ainda não cheguei ao ponto de pouco me importar com tudo isto e esperar para ver no que dá.
O negócio não corre mal, mas tem de correr melhor, ponto.
É complicado gerir uma quantidade substancial de "pequenos pormenores" como rendas, água, luz, despesas com fornecedores etc. Não posso da mesma forma queixar-me dos novos clientes que têm aparecido, que por norma, voltam.
Mas o facto, e como disse anteriormente, é que este é um ano de medos, de contenção de despesas e o meu (medo) é que o meu negócio "apanhe por tabela", coisa que inevitavelmente poderá acontecer.
E aqui entra o apelo. Não venho pedir subsídios nem donativos (bem, só se for para a pequena União Zoófila que tenho ali no quintal com 8 gatos que não me largam as gamelas, mas deixo o NIB numa próxima). A questão é que preciso que o meu trabalho tenha ainda mais divulgação e agradecia-vos imenso (tipo mesmo bué) que me ajudassem a fazê-lo.
Posso deixar um exemplo de como isto pode funcionar: num universo de 10 pessoas, 9 estarão com medo e 1 não, num universo de 100 pessoas, 90 estarão contidas e 10 não. Ora são estas 10 pessoas que poderão fazer toda a diferença para a continuação deste projecto.
A ideia será criar o efeito "bola de neve" de forma a poder chegar ao maior nº de pessoas possível. Todos vós terão amigos no Facebook, esses amigos terão outros and so on.....alguns de vós terão blogues, alguns de vós terão vizinhos, familiares, etc
Estarei a ser muito "calculista", pensarão uns. Estarei a ser directa, penso eu. Neste momento, como em todas as fases da minha vida, até mesmo quando trabalhei para outros, não pedi aumentos, pedi mais trabalho de forma a ganhar mais. O trabalho não me assusta, viro noites se for preciso. Tenho ainda mil projectos na cabeça, ideias por concretizar, novidades por lançar e não queria mesmo ter de desistir.
Para seguir a página de fãs da Cake Mania é só ir aqui e o blogue fica já aqui ao lado (ainda por cima agora mudou o visual e tudo...está mesmo panisguinhas!).
A quem ajudar à divulgação anonimamente, agradeço desde já, mas se deixarem aqui o vosso nome mando-vos uma beijola virtual que até andam de lado! ( "se mandasses mas era um bolo!....." )
Vocês importam-se muito se eu não vier para aqui falar acerca da problemática de como eu comi que nem uma lontra na altura das festas e que agora é que é, muitas corridas, ginástica, fechar a boca (ou abri-la apenas para ingerir um caldinho ralo de legumes) mas sim para dizer que no fundo comi exactamente como no resto do ano e que irei continuar a fazê-lo?
Ou fica muito mal?
Pronto, estamos conversados então.
Pois que o meu foi muito bom! É de facto verdade, depois de ter filhos o Natal ganha outra dimensão (apesar de eu sempre ter adorado) e outro significado.
Este ano, à semelhança do ano passado, meti na cabeça que teria de oferecer a amigos e alguns familiares coisas feitas aqui em casa. Juntei ainda mais pessoas à lista que no ano anterior (eu gosto de complicar) mas no fundo nunca tive grandes esperanças de acabar tudo a tempo. O trabalho nas últimas 2 semanas antes do Natal era mais que muito mas em cada bocadinho livre que tive aproveitei para fazer todas as coisas. O Rapaz ajudou e muito! Desde a impressão de etiquetas, escrever em todas (a cambalear de sono muitas vezes, por isso se estavam algumas com a letra torta não se admirem:)) ou a fazer alguns embrulhos. Quanto a mim coube-me a parte da confeção: chocolatinhos carregadinhos de frutos secos e sultanas, Areias (não de Cascais mas de outra terra que é a minha:) e açúcar aromatizado com canela e gengibre. Estes eram os "produtos base" do cabaz e ainda em alguns juntámos, claro está, algumas bolachas de Natal da Cake Mania.
A maioria dos cabazes foram "embrulhados" nas latas de leite do Di (algumas que fui guardando ao longo do tempo), devidamente cobertas com papel de embrulho, claro. Como as latas não chegaram recorremos ao tradicional papel de celofane e eu acho que também ficaram muitaaaa giros!
Claro que o blogue da Joana Roque ,que eu adoro, tem servido de inspiração desde há 2 anos, altura em que comecei a acompanhá-lo. E agora com o livro dela, "Feito em casa" (presente mááá lindo das minhas amigas) creio que a "pancada" se vá agravando :)
O Rapaz também gostou muito de acompanhar este processo e foi um verdadeiro trabalho de equipa...tanto que até se inspirou e foi fazer um licor Baileys caseiro para oferecer à sogrinha (o sucesso foi tanto que agora ninguém o cala com os licores...não tarda muito tenho uma destilaria montada cá em casa)
A véspera de Natal foi passada entre as últimas compras e na cozinha, rodeada de cheiros a canela, fritos e risadas. Ouvi alguém dizer na televisão que iria comprar tudo feito porque secalhar nem ia gastar muito mais do que se fizesse em casa e assim passaria mais tempo de qualidade com a família e não trancada na cozinha. Pois quanto a mim, fiquei trancada na cozinha com todos lá dentro e o tempo que passámos foi de qualidade, garanto. Tirando a parte em que os cunhados meteram na cabeça que iam fazer uma maionese espectacular e ficaram com a varinha mágica a fazer barulho durante quase uma hora. Teimosos pá! Maionese 1 / Cunhados - 0
Já estávamos a jantar quando saiu do forno o segundo bolo-rei.....nham nham nham!
O resto da noite foi passada a abrir os presentes. O Di, da parte dos pais teve um, um volante todo giro da Chicco que achámos bastante didático. Um tambor todo giro da avó, um cão peluche do tio (que acha que a criança anda rodeada de gatos em demasia :P), roupinhas e outras coisinhas. Nada em demasia, como tínhamos planeado, até porque o pimpolho nem entendeu metade do que se estava a passar :)
Quanto a mim tive presentes espectaculares. Sem pedir nada, sem sugerir nada, acertaram todos na mouche nas coisas que me ofereceram. Ténis pretos e rosa (so Cake Mania!), camisola rosa (again Cake Mania!), a biografia do Hérman José, o filme do Amadeus (durante largos anos era tradição ver este filme com o meu irmão no dia de Natal).
Do meu Rapaz recebi esta preciosidade:
E ainda este, que considero o álbum do ano:
Pois que não liguem ao post aqui de baixo que isto é menina para de vez em quando se passar da marmita e largar toda uma ordem de impropérios apenas como forma de desabafo. Depois passa-me, tipo meia hora depois e amigos como antigamente.
De maneiras que no fundo, no fundo, o que ando é com muito trabalho e parcas horas de sono mas com o espírito natalício ao rubro! O primeiro Natal do meu pintaínho é razão para andar mais que feliz :)
A todos vocês que continuam a acompanhar esta Vidinha queria desejar-vos um excelente, fantástico, fabulástico Natal cheio de prendinhas, docinhos para a engorda, miminhos entre família e tudituditudi!!!!!!
( O Di ali atrás diz: "tetete...didididi....dadada....são os votos dele para vocês! :))
...mais às pessoas que pensam que só elas é que têm vidas para organizar, filhos para tratar, trabalho para fazer e o c@r@lhinho que as fod@m. Epá, a sério...com trabalhinho até ao tecto tenho mesmo é paciência para certos filmes de quem pensa que estou aqui de perninha aberta para mudarem o que está combinado como querem e bem lhes apetece. Mas que merd@ de respeito é este pá?!!
E pronto, agora que já estou desabafada, vou ali e já venho. (antes do Natal, espero)
"Eu não vejo a Casa dos Segredos mas...."
E há sempre um "mas", e no fundo sabe o nome de A B ou C, e quem é mais badalhoca ou o mais burro, ou quem teve uma vida desgraçada etc etc...
No fundo não vejo qual a necessidade deste "mas" pois já eu tenho imensa pena de não ter tempo para ver a Casa dos Segredos. Juro! Reality shows são das melhores coisinhas jamais inventadas em termos de entertenimento televisivo. É bom, é leve, faz rir, faz comover, faz entreter e tudo carregadinho de vidas reais. Se são falsos, se estão a representar...who cares? Era menina para passar horas a ouvir conversas, ver atitudes, comportamentos, só porque sim, porque gosto de pessoas.
Mas o problema é que não tenho tempo e quando tenho algum, por vezes,existem outras prioridades, como por exemplo: no dia da estreia do programa, eu não vi, porque me pareceu mais interessante o filme que ia passar no canal 1. O que achei estranho, foi umas horas depois e no dia seguinte ouvir toda a gente falar na Casa dos Segredos (mal) e eu fiquei um pouco confusa pois caso me lembre a maioria dos portugueses pelo menos 4 canais ninguém lhes tira.
Eu não vejo o programa e não tenho um "mas", porque não sei mesmo os nomes dos concorrentes e aquilo que me ficou do pouco que vi foi a imagem de um rapaz a falar à Cristiano Ronaldo e de uma rapariga vesga. E dos poucos minutos que assisti, o que eu me ri senhores!
O problema deste tipo de programas não está neles mas sim da forma como algumas pessoas os encaram. No "mas" que precisam de utilizar de cada vez que falam neles. Na vergonha escondida de ver a vida dos outros e de comentar a vida dos outros quando no fundo todos fazemos isso desde pequenos.
O "mas" nunca seria necessário aplicar, caso existisse segurança, quer em escolhas televisivas ou na vida. O ser humano tem uma capacidade incrível de gostar de mil coisas ao mesmo tempo, todas diferentes, de todas as áreas, então, pergunto-me eu: o "mas" para quê?
Colocaram-me uma questão: de como poderiam aceder a um blog que entretanto se tornou privado, blog esse que também eu sigo e que btw, também gosto muito.
Mas o problema é que eu não sei, ou melhor, nem quero saber, porque entendo como escrita privada os diários e os cadernos enfiados nas gavetas de cada pessoa que assim os prefere guardar.
Nunca entendi muito bem este conceito de blogs privados ou de como alguém, algum dia, acreditou que a internet pudesse de alguma forma ser privada. Não, não é. E enquanto continuarem a acreditar nessa treta, o que iremos continuamente assistir é a blogs a privatizarem para logo de seguida abrirem na porta ao lado com outro nome, e passadas meia dúzia de horas os seguidores que tinham no antigo pedem para ler o novo e volta exactamente tudo ao mesmo. Para quê? Porquê?
Escrita privada: diários, cadernos fechados em gavetas.
Felizmente não tenho o hábito de abrir gavetas alheias ou de forçar a sua abertura, por isso não Carina, não sei como te ajudar.
Mas vai por mim, mais meia dúzia de dias e ela volta. Voltam sempre :)
Boa tarde,
Tenho produção de miolo (grão) de amêndoa e azeite de trás-os-montes. Vendo pequenas quantidades (min. 5l e 1kg).
Cumprimentos,
João Tomé
email: joaobtome@gmail.com
Opá isto é tão lindo!! Pessoal, já sabem...amêndoa e azeite é com o João!
(juro que estava capaz de encomendar um garrafão de azeite :))
Na semana passada numa das minhas visitas ao estabelecimento onde compro material de trabalho, dou mais uma vez com uma "iniciada" nestas artes. E porque tinha visto não sei onde e porque queria experimentar e que não fazia a mínima ideia de como iria fazer mas que iria tentar e blablablabla.....E isto, tendo em conta que a conversa não era comigo, apenas me limitei a ouvir e esperar pela minha vez de ser atendida.
Indo a rapariga toda contente com os seus novos artefactos num saquinho rumo a casa, e estando eu já a falar com a fornecedora da loja, calhou em conversa este boom que se tem assistido nos últimos tempos. Hoje em dia toda a gente quer fazer bolos, decorar bolos, vão a um workshop modelar uma ovelha em cima de um bolo falso e voilá! "já sei mais disto que eu sei lá".
No decurso da conversa dizia eu que não tenho nada contra, agora aquilo que me fazia confusão era o título de Cake Designer que cada uma dava a si própria ao fim de 2 bolos vendidos.
Rimos ainda as duas quando ela me contou que não admitia a ninguém que dissesse que ela era Cake Designer (e estamos a falar de uma pessoa que dá cursos numa escola profissional) e também quando eu lhe contei do título que o meu irmão me arranjou: "A minha irmã faz bolos para fora" (adoro!)
Contou-me ainda da quantidade absurda de maus trabalhos que se vão vendo por aí, de em algumas conversas ter ficado a descobrir algumas pessoas usam bolos já feitos do Continente ou Pingo Doce, colocam um recheio às 3 pancadas e dedicam-se apenas à decoração (na maioria dos casos má!).
E eu fiquei assim meio estupefacta com estas revelações, pois se houveram pormenores (e que pormenores, senhores!) com que sempre me preocupei, foi com as massas dos bolos e os recheios. Fiz muitas experiências até encontrar as receitas certas e todas as que não corresponderam ao meu conceito de qualidade, foram directamente para o lixo.
Isto tudo para dizer que não é uma arte fácil. É preciso de facto muito empenho, dedicação, pesquisa, estudo, paciência e brio profissional. Brio.
Workshops nunca frequentei, não que tenha alguma coisa contra, apenas porque tenho imensa dificuldade em absorver informação naquele formato. Passadas algumas horas já me esqueci de metade do que ensinaram por isso sempre gostei mais de ser autodidacta e absorver apenas aquilo que me interessa.
De uma forma ou de outra, com ou sem workshops, para todas as pessoas que possam vir a ler isto e que estejam interessadas em darem início a esta actividade: brio
E para que vos possa dar um exemplo do que será uma Cake Designer sigam este link e aí verão o que poderá possibilitar alcançar esse título.
É que só tenho 2 palavras para essa senhora: palminhas, muitas!
Quanto a mim?....Sou uma mera curiosa....ah! e faço bolos para fora! :))))
Hoje temos a noite das bruxas (temos?)...e lembrei-me deste vídeo, o mais assustador de todos os tempos, um dos mais bem conseguidos.
É velhote sim senhora mas igualmente intemporal. Adoro!!
Passaram-se anos (anos!) desde a queima dos soutiens e a merda da conversa é sempre a mesma...
...uma Gaja pensa que vai ter aqui 1 hora e meia sossegadinha da vida a tentar concentrar-se em coisas para lá de pendentes?
Liga a avó a dizer que o rico netinho tem estado toda a tarde numa birra que só visto....
E o que é que uma Gaja faz?
Larga tudo e vai buscá-lo....
Ohhhhh!!! Acho que nunca entendi o real significado da expressão "mãe sofre" até ter sido....mãe!
Tenho andado desaparecida, pois que tenho. A vida às vezes não me permite fazer as 289 coisas que gostaria de fazer num dia só. Uma delas é escrever e acreditem que era menina para me sentar em frente a um pc durante horas a divagar sobre tudo e sobre nada.
Mas lá está, outros valores se levantam e como ainda não faço parte dos que vivem da escrita tenho de me agarrar ao rolo da massa e esticar bolachas e fazer bonecos e cozer bolos e decorá-los.
Nada de queixumes, que o trabalho tem corrido que é uma maravilha e as encomendas andam a cair que nem tordos. Tendo em conta a situação actual do país é mas é de levantar os bracinhos ao céu e mandar gritinhos de felicidade.
É só para que saibam, meus leitores mááá lindos, que esta vidinha anda meio a 100km à hora mas que tentarei não deixar este espaço tão ao abandono como nos últimos dias (3 estaladonas em mim mesma se volta a acontecer).
E com vocês? Tudo benzinho?
Eu, com um projecto a meio de um bolo para um apaixonado motard com quarenta e poucos anos.
Alguém próximo de mim, angustiado com um familiar numa cama de hospital em coma profundo depois de um acidente de mota.
E é assim, enquanto uns fazem a festa...outros choram sendo o "actor principal" o mesmo, em ambos os casos.
Estranha, esta coisa da vida...
Este pinguim faz hoje 8 meses. 8 meses, senhores!
E uma Gaja fica assim apardalada a pensar como o tempo voa mas ao mesmo tempo feliz de acompanhar todos os pequeninos passos nesta vidinha que é a dele.
Já tem 2 dentinhos e mal se deu pelo nascimento deles pois nada de choros, dores (se teve, não se queixou muito) ou noites mal dormidas. Faz questão de sorrir de forma diferente como se quisesse mostrar ao mundo a sua mais recente aquisição.
Na cama já se vira e revira. Sempre adorou estar de barriga para baixo e agora ainda mais pois já descobriu a liberdade de movimentos que isso lhe permite. Gatinhar ainda não, lá levanta o rabinho de vez em quando mas desiste, então vai andando como pode de marcha-atrás.
Sentado, sozinho e sem ajudas, também adora. Consigo que se aguente assim algum tempo enquanto está entretido com os seus brinquedos. Já descobriu que a caixa dos mesmos está ao lado do berço, então de vez em quando, lá enfia a mão pelas grades e manda tudo ao chão. Quando chego e faço cara de zangada, devolve-me uma expressão de sacana e ri-se.
Adora tomar banho, com a esponja faço efeito “chuveiro” por cima da cabeça dele e fica todo contente a ver a água a cair.
Come de tudo, menos o leite (não conseguimos vencer esta batalha) mas sopas disto, sopas daquilo, fruta A ou fruta B e iogurtes marcha tudo. Umas mais que outras mas sempre de boca aberta!
Descobriu há pouco tempo que dormir de noite é uma chatice, “tanta coisa para descobrir e estes gajos a quererem que eu adormeça agora?...nem pensar!”, o que nos leva em algumas noites a adormecer por volta das 3h da manhã ou mais...
Já reconhece muito bem quem lhe é mais familiar. Dá gritinhos assim que vê o pai e faz um som de satisfação. A minha voz reconhece-a a léguas, adora dançar comigo e descobrir o mundo comigo. Quando vê a avó fica doido e dá-lhe abracinhos apertadinhos (é a única pessoa a quem ele faz isto) e com “grande” tio Rui troca olhares cúmplices. Com os manos é uma festa e apesar de estarem pouco tempo juntos fica todo contente quando estão cá como este fim-de-semana.
Adoooora ver anúncios (qual a criança que não gosta?) e fica vidrado a ver o da Intimissi (?)...adora a música do genérico do jornal da Sic e ninguém o incomode nessa altura.
Mostra claramente quando não está satisfeito e não se atrapalha nada de atirar ao chão com um ar furioso qualquer brinquedo que não lhe agrade na altura (herdou o mau génio da mãe, nada a fazer) mas em contrapartida quando está feliz faz-me “olhinhos”, expressão fotocópia da do pai de quem herdou o sorriso sempre pronto.
Caramba pá! 8 meses! E cada dia que passa gosto mais dele!
Um dia destes a caminho da casa da minha mãe para ir buscar o Di, ao fazer uma curva com o carro dou com um grupo de uns 7 ou 8 africanos a caminharem....no meio da estrada. E isto não é situação nova para mim pois já não é a primeira nem a quinta vez que me deparo com cenários do género. O meu rapaz diz que é normal, que em Angola andam todos no meio da estrada mas lamento, pois caso me lembre, vivo no concelho de Sintra há mais de 30 anos e não em Luanda.
E depois há dias em que ando mais avariada dos cornos e este foi um deles, sendo que achei que estando a circular com um carro na estrada e havendo passeios de ambos os lados alguém teria de se desviar. E esse alguém não era eu. Confesso que sou capaz de ter acelerado um bocadinho mais indo de encontro às calças debaixo do cu de um deles, confesso que gostei de ver a cara de medo de todos eles ao pensarem que eu nem ia travar. Mas travei e aí a postura de encolhidos com que todos ficaram passou automáticamente a pose de galos com a crista ao alto ainda mandando uma palmada no carro.
E aqui juro, que estive vai não vai para sair do carro e perguntar a todos aqueles imbecis se ainda queriam ter razão e se caso eu me tivesse desviado deles e tivesse levado com outro carro em cima do meu quem é que ia pagar o arranjo.
Mas claro está, eu sou uma Gaja, eles eram 7 ou 8, e mesmo existindo uma esplanada uns metros à frente cheia de homens (brancos), se a coisa desse para o torto tenho quase a certeza que nem um levantaria a peida da cadeira e ainda iria assistir a cena com um tremoço no canto da boca.
Porque andamos assim, toda a gente tem medo, toda a gente tem medo de se meter, toda a gente tem medo de enfrentar os bandos do "roça o cu nos muros o dia todo, assaltam pessoas nos comboios e fazem arrastões nas praias". E nem me venham cá falar em racismos porque como já disse vivo no concelho de Sintra e sei bem do que falo, por isso sim, sou racista com este tipo de gente. Não sabem falar, não sabem estar, não sabem viver em comunidade.
Poderia aqui dizer que não são todos, que até tenho amigos negros mas quem for minimamente inteligente dispensa este tipo de explicação pois sabe bem a que me refiro.
Tenho pena, muita pena que de vez em quando não existam homens (mas assim com tomates a sério) que saiam do confortozinho das suas pantufas em casa e vão à rua mandar calar aquelas bestas com a Kizomba a tocar até às 2h da manhã e que apanhem os cacos das garrafas de cerveja do meio do jardim.
Mas não. Todos temos medo.
E um dia destes já nos cospem em cima e aí será tarde demais.
My beloved one
Gosto de ler, ler, ler
Diário de uma dona de casa à beira de um colapso...