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27
Mar09

Chego. Estaciono o carro. Nas casas em frente, no portão de uma delas, o maluco toca o seu tambor. Hoje estava particularmente energético.

"Mamã!!!! Papá!!! La la la la la la la !!!!!"

Não é?? - Pergunta ele à minha passagem.

Éééééééé! - Respondo eu. Já a minha avózinha dizia para nunca os contrariar....

 

Abro a porta de casa. Tita à minha espera. Manchinha branca com tons castanhos e peludos tornou-se a primeira imagem da minha entrada. Em sinal de boas vindas dá sempre uma arranhadela ou duas no sofá. Ou três. Ou cinco. Finjo que não vejo ou então dou-lhe uma pancadinha nas costas ao mesmo tempo que lhe digo: Tita, bom trabalho! Se continuares assim, este sofá irá ser considerado um dia, não um sofá, mas uma peça de arte! Como é? Abrimos uma exposição?

 

 

Abro a porta que dá acesso ao quintal. Nina espera lá fora. A Nina é uma gata vadia. Fomos apresentadas no dia em que me roubou uma costeleta que tinha em cima da bancada da cozinha. Confesso a minha fúria nesse momento. Depois passou-me, como quase todas as minhas fúrias. Passei a colocar tigelas de comida lá fora e todos os dias recebíamos a sua visita. A Tita passou a ganhar uma amiga de brincadeiras e eu observava ao longe pois ao mínimo movimento, fugia.

Demorei uns 3 meses até conseguir fazer-lhe uma festa no dorso. E uns tempos mais tarde ronronou num misto de surpresa e atrapalhação pois para ela parecia ser a primeira vez a ouvir tal som vindo de si própria.

A Nina é uma gata brava e é assim que gosto dela. Todas as noites aqui aparece. Come, brinca com a Tita, observa os hamsters atentamente, vem para perto de mim e dorme. Um sono justo depois de um dia de vadiagem.

Na manhã seguinte coloca-se junto à porta. E eu deixo-a ir. Porque é assim que tem de ser...

 

 

 

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