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30
Jul08

A minha casa

por Gaja

A minha casa é uma casa. Não um apartamento ou uma vivenda. É uma casa sem vizinhos nem por cima nem por baixo. A minha caixa do correio é o contador da água. Ou seja, o carteiro coloca as cartas na ranhura e elas caiem lá dentro.

Os armários da minha cozinha e o lava-loiça de pedra remetem-nos aos tempos das nossas avós. E incrivelmente parece que o tempo não passou por ali.

Apenas se tem acesso à casa de banho pela cozinha. Coisa estranha dirão vocês.

O meu quintal é uma coisa pequena mas com uma churrasqueira bem menina para assar duas dúzias de sardinhas. Neste quintal existe um tanque de lavar a roupa, mas esse não trazia instruções...

Neste quintal a vista aérea:

 

E ainda mais este cabrão de moinho que me azucrina a cabeça com o chiar que faz quando está vento:

 

Esta casa é a minha cara. Pois apesar dos azulejos novos e a pintura de fresco, foi escolhida essencialmente por todas as suas características estranhas e saudosistas.

 

No sítio onde eu moro passam carros a toda a hora. É um misto de cidade e aldeia. Se bem que a única referência citadina será mesmo apenas o dióxido de carbono largado por aqui. Porque no fundo no fundo, as cuscas encostadas aos muros das casas tagarelando umas com as outras, não deixam margem para dúvidas.

Existem tanques comunitários, um grupo desportivo e dois malucos.

Pois o que seria das terras sem os seus malucos? Fica sempre bem ter um ou dois.

Um deles, um dia destes descobriu que eu é que era a dona do carro que costumava ver por ali e disse-me: "Bem que eu me perguntava de quem seria este carro todo janota que via por aqui...afinal é teu! Mas olha, estás à vontade, podes deixá-lo aqui sempre que quiseres!"

Continuou a tocar os seus tambores e voltou-se para o mundo dele enquanto eu me afastava dizendo-lhe adeus.

 

Depois chego a casa. Abro a porta. Vou à janela e vejo lá ao fundo...

 

 

 

 

 

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28
Jul08

Neste momento não estão reunidas condições favoráveis à prática do "escrevinhamento desenvolvido de posts com um mínimo de sentido".

Pelo facto, a autora do blog pede as mais sinceras desculpas e promete amanhã voltar em força.

 

(Nem forças tenho para uma piadinha...Fraquinha...fraquinha....)

 

 

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23
Jul08

Não né??

 

Pronto, é só para dizer que isto é coisinha para demorar mais uns diazitos.

E é só para dizer que quando voltar tenho um post extenso para fazer acerca daquela p*ta daquela empresa começada em P e acabada em T. E também sobre outra p*ta de empresa começada em V e acabada em IATEL.

E também é só para dizer que mais tarde respondo a todos os comentários simpáticos que me deixaram.

 

Bem, agora tenho que "deslargar" o pc do brother e ir almoçar....

 

See you!!

 

 

 

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...que o mesmo se irá encontrar encerrado por um período não inferior a 1 semana.

 

E se alguém gostar mesmo muito muito de ler este blog e conhecer o Sapo assim tipo "tu cá tu lá"....meta lá uma cunha para o gajo acelerar o processo.

 

E agora sim, vou indo. Amanhã já não estarei por aqui e o próximo post já será escrito na nova residência. Quando, é que eu não sei.

 

Bj da Gaja para todos!

 

 

 

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2 pisadelas apenas...

 

Estes cotovelos são muita bons pá!

 

 

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O dia-a-dia, os acontecimentos comuns e a vida de sempre desviam-nos o olhar e os sentidos para rotinas estupidificantes e pensamentos rotineiros. Porque é mesmo assim. Não chega a ser esforço agir dessa forma quase automática de viver.

Mas o tempo ganha horas diferentes em alturas decisivas e de mudanças. Tempo esse que parece parar ou pelo menos abrandar. Torna-se um companheiro nestas alturas fazendo-nos parar igualmente para que possamos focar o olhar e apurar os sentidos para aquilo que verdadeiramente vai tendo importância.

Nesta fase apercebi-me com clareza do mar de gente que tenho à minha volta. Dos amigos e das palavras de apoio. De outras pessoas que nem esperava. Do irmão e a sua paciência infindável para me aturar. Do pai pendurado num armário com um dedo cheio de sangue a tentar prender um esquentador. Da madrasta, que em três tempos me resolveu o assunto dos electrodomésticos. Da prima e do marido com uma carrinha quase camião que me levaram a malfadada cama e das palavras que ela me disse no final da entrega.

E a mãe. A minha grande força. Mulher de garra e coragem. Com 53 anos feitos ontem e com aquela luz, característica dela. Luz essa, que me tem guiado e amparado em alturas mais complicadas. E eu quando for grande, quero ser como ela...

 

 

 

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