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09
Out08

Em conversa com amigos tem surgido muitas vezes o tema amor, paixões e relacionamentos. Verdade seja dita, que já vou tendo pouca paciência para discutir tal assunto. Aliás, acho até, que já vou tendo pouca paciência para sequer pensar nele.

Frases como: "Não deixes de acreditar", "Nem tudo é igual", "Nunca digas nunca" ou até "O amor existe" têm sido frequentemente proferidas ao longo deste ano desde que me separei, quase sempre num tom maternal e às quais respondo com um simples: "hum hum..."

Talvez seja a fase que atravesso, talvez seja disso, mas dei por mim um destes dias, enquanto procurava qualquer coisa numa gaveta, a encontrar fotografias e cartas do passado, sentando-me na cama de seguida, para as ver e ler. Comecei a rir-me. Mas não se pense que foi um riso de comoção ou de nostalgia. Não. Foi uma gargalhada sonora acompanhada por um pensamento: "Love sucks!"

Haverá quem discorde de mim, como é evidente. Mas é assim que me sinto actualmente. Sinto-me fria e pragmática. Sinto-me racional. Acima de tudo, muito racional. Não que as minhas irracionalidades me tenham trazido dissabores, pelo contrário, não me arrependo de nenhuma delas. Mas o facto é que me chegaram a dar "dores de cabeça" e hoje em dia não estou para isso.

Ando focada em mim mesma, concentrada nos meus objectivos pessoais e projectos com tempo apenas para tratar de uma gata que me pede umas taças de comida e atenção e eu lhe peço uns "ronronares" ocasionais em troca. É uma relação saudável, estável e sem sobressaltos. De entrega e de recebimento. Como qualquer relação amorosa entre humanos o deveria ser.

E é aqui que reside o meu principal problema. De achar que me poderão dar em troca tudo aquilo que eu dou. De ser exigente até à medula. De não aceitar frases como: "Não sei", "Ando confuso" ou "Vamos ver". De não compreender a inconstância de sentimentos. De não compreender o porquê de deixar de ser o centro das atenções ao longo do relacionamento quando no ínicio o era. De fugir ao meu raciocínio a falta de honestidade e acima de tudo, de respeito.

E são todos estes dilemas que me dão as tais "dores de cabeça" para as quais, hoje em dia, não tenho a mínima das paciências.

Se acredito no amor? Claro que sim. Apenas acredito de uma forma diferente daquela que tinha aos 20 anos.

 

"Caramba! Gostava mesmo de me apaixonar outra vez. Mas assim, como foi contigo! " disse uma vez ao meu ex. Ele sorriu e disse sentir o mesmo em relação a mim. Concordámos que ia ser díficil. Continuo a acreditar que paixões destas vivem-se uma vez na vida...

 

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33 comentários

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De mamaepedro a 09.10.2008 às 16:47

Há pessoas de paixão fácil, mas eu concordo contigo, acho que paixão a sério só vai existir uma, mas digo infelizmente, porque esse sentimento devia durar uma eternidade! Aquele aperto no coração que não se volta a sentir é um bocado frustrante!

Bj
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De Gaja a 15.10.2008 às 22:20

É muito frustrante de facto. Por mim apaixonava-me dia sim, dia sim. E ainda por cima dizem que faz bem à pele! :)

Bj da Gaja
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De mil sorrisos a 09.10.2008 às 17:49

(Fazendo-me à vida e comentando!) Pois é, esta coisa do amor tem tanto que se lhe diga! Devia ser a coisa mais espontânea e simples do mundo, mas é a mias complicada de todas. Não há condições! A gata é que tem sorte, digo eu!
Beijos e Mil Sorrisos
:o)))))
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De Gaja a 15.10.2008 às 22:22

Sim mil sorrisos, começa sempre por ser espontânea e simples. O pior vem sempre a seguir...
A gata?? Tem sorte sim senhor, ora essa!...:))

Bj da Gaja
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De KITTY a 09.10.2008 às 18:31

Ter uma relação não é tão fácil como se julga quando se tem 18 anos. A coisa é mais complicada. É preciso ter muita paciência para aturar as manias do outro, saber abdicar das coisas, não ser egoista e a maior parte das vezes deixar de fazer coisas de que gostamos para bem dos dois. Por isso é que hoje em dia duram tão pouco.

*BJS*
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De Gaja a 15.10.2008 às 22:25

KITTY, as relações basicamente são sempre iguais, seja com 18, seja com 50 anos. A diferença reside no facto de a mentalidade ser diferente, ou pelo menos as expreriências outras. A idade não carrega com ela sabedoria mas sim conhecimento de causa...

Bj da Gaja
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De azuldoceu a 09.10.2008 às 19:11

Olá!
Tudo o que envolva sentimentos e emoções, não é nada fácil de se lidar. E quando as coisas correm menos bem, é normal que se deixe de acreditar.
Por vezes a mágoa que fica é tanta, que parece que nos transforma!
Mas acho que pelo menos devemos voltar a tentar acreditar.
Acho que tal como eu, és do signo caranguejo e, os caranguejos quando são magoados, poem as pinças de fora para não permitirem que os magoem outra vez...
Não é facil ultrapassar tudo isto, mas vale sempre a pena tentar...
Mais vale arrependermo-nos daquilo que fizemos, do que daquilo que deixamos de fazer...
Fica bem
Beijinhos
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De Jade a 09.10.2008 às 23:09

Já vi que as conversas são as mesmas em todo o lado, haja uma gaja depois dos trinta e sozinha, por circunstâncias da vida ou opção. Sinto o mesmo que tu. Ainda há bem pouco tempo, uma semana, mais ou menos, dizia a um amigo que a diferença desta vez, depois do último amor que tive (o único? o maior? o derradeiro ou o primeiro, quem sabe e o que é que isso interessa?) a diferença era, dizia eu, não me sentir pronta para outra, ao contrário de sempre, em que saí dumas paixões para embarcar nas próximas, com a mesma intensidade. Desta vez, há um certo cansaço, um certo medo, uma leve sensação de que o amor é como o cigarro, tanto prazer que ele dá, ao mesmo tempo que nos vai destruindo. Não é questão de pragmatismo, de não estarmos para nos chatear, de sermos egoístas. É uma questão de amor à pele, de já tudo doer o suficiente, a vidinha já ser suficientemente dura, para enfrentar, não a euforia da paixão, mas o grande, grande nó no estômago que aparece à medida que vai ela morrendo, devagar e dolorosamente.
É quando percebemos que não é para sempre que começamos a questionar se o 'por uns tempos'vale a pena. Ainda bem que estás virada para ti. Eu ainda estou na fase de estar virada para o vazio. Beijo grande
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De stevs a 10.10.2008 às 11:25

Também sou caranguejo, eu ... :D
Nisso é verdade, quando nos magoam, pomos as pinças de fora, de forma a não nos voltarem a fazer o mesmo... mas pronto, quanto a mim, acabo sempre, mas sempre, por perdoar... embora a confiança nunca mais seja igual.
E embora caranguejo seja muito sentimental, que bem o somos, eu, pelo menos, tento não deixar esses sentimentos me iludirem... ´mas se poder aproveitar o bom que eles oferecem, porquê recusar?
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De azuldoceu a 10.10.2008 às 21:09

Olá!
Concordo contigo qdo dizes que a confiança nunca mais é igual. E não é uma questão de não querermos confiar, é uma questão de nao conseguirmos confiar da mesma forma.
Como eu costumo dizer, até posso ultrapassar, mas nao consigo esquecer...
Bjos
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De Gaja a 15.10.2008 às 23:26

Ai os caranguejos, os caranguejos...isso é verdade...até podemos seguir em frente, mas nunca nos esquecemos...
Sim, mas vale a pena acreditar :)

Bj da Gaja
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De Tenrinho a 10.10.2008 às 08:09

Continuo a achar que o sentimento é diferente de pessoa para pessoa. Para umas é florzinhas e borboletas; para outras é paixão desenfreada; para outras é habituação...

O amor é relativo, não se pode quantificar, não se deve achar que se dá mais do que se recebe. Dá-se, recebe-se e pronto.
O problema é que não conseguimos viver sem ele...
Tu, como gaja positiva que és, vais encontrar (se calhar já encontraste...) o TEU amor.
Beijinhos.
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De Gaja a 15.10.2008 às 23:31

Claro que não se pode quantificar o amor, seria absurdo. Mas falo com conhecimento de causa, Tenrinho. Eu já dei bastante mais do que recebi. E isso não irei permitir novamente.

Bj da Gaja
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De Teia d´Aranha a 10.10.2008 às 09:51

"Gaija", não me vou pronunciar muito sobre o assunto e tu sabes porquê...

Mas gostaria apenas de dizer... "Valia a pena pensar nisto..." (já ouvi isto algures).

Beijo
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De Gaja a 16.10.2008 às 00:30

Sim....é na RFM...e foste tu que me contaste!
(As coisas que uma Gaja anda a perder...)

Bj da Gaja
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De Keratina a 10.10.2008 às 10:50

Cometendo o erro de ser apelidada de pessimista, concordo contigo!

Não há paixão como a primeira!

Beijokas e animo, miuda!
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De Gaja a 16.10.2008 às 00:31

Não és nada pessimista...talvez realista...;)
Obrigada pelo animo.

Bj da Gaja
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De stevs a 10.10.2008 às 11:17

Olá!!! post interessante...
Eu tenho uma opinião, um pouco que formada, sobre o amor!!! Também tento racional e embora seja jovem, acho que o verdadeiro amor é difícil de encontrar. Afinal, como poderemos ter a certeza que aquela pessoa é a certa? Que continuaremos a gostar dela, aos 30, 40, 50, 60, 70, 80,... anos? O mal de muitas pessoas dos nossos tempos é que vêem a vida e os seus projectos numa perspectiva de duração reduzida... e o amor não é isso... o amor é para vida; apaixonarmo-nos pelas rugas da pessoa; aceitarmos que mudamos e que a vida é longa...
Mas não!!! muitos perspectivam uma relação para 10 anos e quando já estão fartos de aturá-lo/(a) divorciam-se...
E aproveitando o facto de tu dizeres quereres ser o centro das atenções... bem, nisso é aconcelhável que não o sejas... e a razão é muito simples... a rotina é o pior que pode acontecer a um casal e para isso há que saber-se inovar. Uma coisa que ajuda para quebrar a rotina é a separação temporária, ou seja, se estivermos algum tempo fora (seja umas boas horas, uns dias, uns meses,...), ou se estivermos em contacto com outras pessoas, o reencontro vai saber muito melhor, porque aí, a saudade vai fortelecer a paixão... é o que eu acho. E também é verdade que todos nós gostamos de ser livres e sentirmo-nos presos a uma pessoa leva a alteração de pontos de vista, que antes não tinhamos. O amor é eterno, mas às vezes precisamos de dizer "deixa-me", para perceber o quanto amamos...

Bem, espero ter dito alguma coisa de jeito... porque também não gosto dessas expressões tão ridiculmente ilusórias
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De Gaja a 16.10.2008 às 00:33

Claro que disseste alguma coisa de jeito! Todas as opiniões sobre o amor são válidas e legítimas. Se bem, que cada vez mais acho que o amor não se opina, mas sim sente-se...
Obrigada pelo comentário! :)

Bj da Gaja
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De red_shoes a 25.10.2008 às 18:11

De acordo. O amor sente-se e cada um opina do modo como o sente...
E deve ser alimentado a cada momento, não pensando que vai acabar amanhã.
Vivemos todos a pensar antecipadamente no que poderá acontecer. É esse o "grand mal du siécle".
Abraço

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De summer a 11.10.2008 às 13:00

só queria saber...cm conseguiste ultrapassar!!
pu*ta q par** q doi tanto!! será q vou ser capaz de tirar as mnhas coisas de casa...de seguir em frente!! neste momento, nao me parece..!! é a fase do vazio...enfim...
parabens pelo blog =)*
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De Gaja a 16.10.2008 às 00:35

Sim, summer vais conseguir. Sei bem de que fase falas, essa do vazio. E sei igualmente como dói. Força...não a percas.
Obrigada.

Bj da Gaja
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De anaaaatchim! a 11.10.2008 às 19:42

Nós continuamos à espera que venhas a descobrir que hoje, estás errada :)
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De Gaja a 16.10.2008 às 00:36

Que querida ana! Pode ser que sim, que esteja errada...por isso o título do post é: " Ou então não..."
O futuro é um mistério...:)

Bj da Gaja

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