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Às vezes ouço pais a dizerem "aiiiiiiiiiiiii o meu filho é um terror para dormir","aiiiiiiiiiii sabem lá, quem é que diz que ele dorme sozinho?", "aiiiiiiii quer dormir na cama connosco todas as noites".....e por aí fora. E eu ainda não percebi qual a intenção de dizer merdas destas, a pintarem os filhos como uns diabinhos com vontades próprias que tornam a vida dos seus papás um verdadeiro inferno na hora de dormir.

 

Cada caso é um caso, cada um faz como quer mas convenhamos.....não são os filhos que não querem dormir sozinhos, são os pais que permitiram que isso acontecesse desde cedo.

 

Por aqui a coisa aconteceu da seguinte forma: a partir dos 4 meses o meu filho passou para o quarto dele, saiu do aconchego da sua alcofa no quarto dos pais e emigrou para o seu monumental berço. Se não fiquei preocupada? Fiquei. Se ia lá muitas vezes? Ia. Com o passar do tempo a preocupação deixou de ser tanta e o facto dos quartos serem lado a lado deixava-nos também descansados.
Até por volta do seu ano e meio adormecia sempre ao colo. Ou seja, tinha de cantar, embalar e só quando adormecia colocava-o no berço.
Se não teve noites terríveis? Claro! Principalmente numa fase que todos passam em que acham que à noite (tipo 4/5h da manhã) é que é boa altura para brincar. Se não tive noites que me apeteceu mandá-lo pela janela? Tive pois. Mas analisando bem as coisas à distância chego à conclusão que as vezes em que isso aconteceu nem contam para as estatísticas.

Chegou a uma altura que achei que a história do colo não fazia muito sentido e que seria urgente parar com esse hábito. Como o fiz? Tive de tornar a hora de deitar numa completa animação. "Ah e tal não estimulem muito os miúdos antes de irem para a cama." Pois fiz precisamente o contrário. Agarrei nuns 15 peluches, criei vozes para cada um deles (sim, eu faço vozes de bonecos), do género: um urso grande com voz grossa e um coelho pequeno com voz fininha. Convencia o meu filho que todos estavam ali para dormir, que todos queriam dormir ao pé do Dinis, todos chamavam "Didi!" "Didi!"....e aos poucos a coisa lá foi. Começou a ficar na cama, sem precisar de colo e junto de todos aqueles amigos. No ínicio eu ficava por ali um pouco, até que gradualmente consegui sair do quarto e ele tranquilamente deitado na sua cama, lá adormecia ao fim de algum tempo.

 

Ainda hoje utilizo este método. Todos os dias lá adomece, não com 15 peluches mas talvez uns 6 ou 7. Dá-me um beijinho ainda no meu colo, deita-se, depois levanta-se para me dar um abracinho (faz isto religiosamente todas as noites) e depois sim, junta-se aos seus amigos.
Digo-lhe "A mãe vai ali e já cá venho ver como estás. Até já!"...."Até já, mãe!"

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