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Chego tarde e a más horas a casa. Não sou de me encostar nas esquinas na calhandrice. Não vou ao café da terra. Não vou ao mini-mercado fazer compras. Ouço Rage Against the Machine, Queens of the Stone Age, Led Zeppelin, Metallica e coisas do género com o botão do volume "upa-upa" e com as janelas de casa abertas.

 

Ontem. Atrasada para ir um casamento. Saio do banho, chego ao quarto e vejo a gata a voar contra a blusa com fitinhas pendurada num cabide. Vou para tirar umas sandálias de um gavetão e a gata enfia-se lá dentro. Vou andando de um lado para o outro com a gata sempre atrás de mim a fazer-me tropeçar em tudo o que era sítio.

Tocam à porta. Só podia ser a minha mãe com a sua mania da pontualidade. E eu ainda de roupa interior! Com os cabelos ainda molhados e desgrenhados enfiei a primeira T-shirt que encontrei para ir abrir a porta. Meto a gata na cozinha para evitar que fosse para a rua. Encosto a porta da cozinha e dirijo-me para a da entrada. Quando já estou quase a chegar, a porta da cozinha abre-se e a gata vem ao meu encontro com uma velocidade só comparável à do TGV. E foi aí que me passei e comecei a praguejar alto:

"Fod*-se!!! Mas que m*rda mais à gata!!! Raios partam!! Larga-me da mão car*lho!!!!"

Lá a meti novamente na cozinha. Vou à porta. Abri com violência enquanto dizia: "Vá entra!!"

 

Não era a minha mãe....

Era uma vizinha a pedir-me para ir tirar o carro do lado da escola porque queriam pintar os muros...

 

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