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Eu sei, eu sei...já é com uns dias de atraso que vou publicar os textos de ínicio de Conto de Natal para o "Contas", mas é que a minha vida não é só isto e o tempo tem sido curto.

Recebi apenas dois textos! Apenas duas corajosas se chegaram à frente! Para todos os outros que não participaram tenho apenas 3 palavras para vos dizer: Shame on you!

 

A primeira participação:

 

Mil Sorrisos

 

 

Desde há uns meses que os dias se sucediam sem surpresas nem expectativas. Sabia que estavam em Dezembro, mas desconhecia o dia certo. Também, que necessidade tinha de saber isso? Na sua vida há muito que deixara de haver dias especiais disto ou daquilo, apenas dias...
O Natal já se fazia anunciar há umas semanas, quer nas decorações que engalanavam a cidade, quer na azáfama das compras, Crise, que crise?? Dir-se-ia que só ela estava em crise.Quem estivesse um par de horas na baixa lisboeta seria testemunha da correria às lojas, dos sacos, saquinhos e sacolas de todos os tamanhos e feitios que os transeuntes transportavam numa correria desenfreada pelo presente certo.
Gostava de observar aquele frenesim que um dia também foi seu. Ela própria tinha calcorreado aquelas calçadas e conhecia, como a palma da sua mão, cada loja, cada cantinho daquela zona nobre da cidade. Agora passava lá os dias, mas o seu mundo era outro.
Não sabia precisar quando se tinha dado a viragem e até os motivos que levaram a tudo surgiam enevoados na sua memória...

 

A segunda participação:

 

cantinhodacasa

 

 

Sofia, 6 anos, cabelo escuro, olhos cor de azeitona, rosto branco de neve, queria um Natal com o seu pai que há muito tempo fora trabalhar para bem longe, um país que nem ela sabia dizer o nome.
Está a aproximar-se outro Natal, o quarto, e que ela não vê seu pai. Quase esquecera o seu rosto, não fosse a foto que a mãe pusera no quarto, cor de rosa com alguns bonecos que lhe  haviam oferecido, mas que já nem dava importância.
Todos os 365 dias do ano Sofia não se deita antes de beijar a foto do pai. "Como é lindo o meu pai..." - murmurava num sussurro para que a mãe não escutasse as suas palavras.
Na escola estão a fazer os preparativos para a festinha de Natal.
Sofia gosta dos trabalhos que faz com os colegas e a professora. Adora desenhar e pintar. O pai está sempre presente nos desenhos que faz...acompanhado pelo Sol.
Mas o que mais gosta de trabalhar é com plasticina. Faz figuras de pessoas, de animais, de peixes, com  tanto pormenor que nem a sua mãe consegue entender a perfeição com que ela mexe os seus dedos finos e compridos.
Gosta de trabalhar, fazer exercíco físico, jogar à bola, fazer perguntas sobre as palavras que escuta, mas não sabe o seu significado.
A professora tinha sugerido que , este ano, os meninos iriam fazer uns desenhos ou bonecos com os materiais que quisessem ,para enviar para uma Instituição de crianças, para que estas tivessem uma prenda de Natal feita por outras crianças, também.
Sofia andava excitada com a proposta da professora. Não paráva de falar no assunto a toda a família. Como todos imaginaram, Sofia propôs trabalhar com plasticina.
Passava horas a fio a fazer e desfazer os bonecos, alguns já prontos, mas que dava sempre um jeitinho e acabava por alterá-lo, tal era a sua excitação...

 

 

 

E agora já sabem, é só escreverem na caixa de comentários qual o vosso texto favorito!

Vá...não custa nada

 

Votem!

 

 

 

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