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17
Set13

 

Tive conhecimento do filme A Gaiola Dourada por acaso, muito antes da estreia e quase ninguém falava nele. Mas ficou na minha lista de filmes a ver. E fui, talvez uma semana a seguir à estreia e vim de lá muito bem disposta.

Li algures por aí alguém dizer que não soltou nem uma gargalhada ao vê-lo, coisa que me deixou cá a matutar, no quanto uma pessoa deve ser enjoadinha para não libertar um sonoro riso.

Na sala de cinema não sei se ri mais do filme ou das gargalhadas estrondosas de um senhor que estava numa das cadeiras mais atrás. Porque no fundo foi isso que senti na altura, parecia que estavamos todos em família a ver coisas que de uma forma ou de outra nos eram bastante familiares.

Os clichés de que tantos falam, não serão clichés minha gente. A realidade de grande parte dos portugueses é aquela, não vale a pena dourar a pílula. A realidade de Portugal não são meia dúzia de gatos pingados, os das Fashion Night Out, os das Sunset Parties, os do Instagram, Facebook, Prada, Monolo Blahnik e por aí fora.

Mas são todos estes que ficaram com "medo" do filme. Filme que acaba por nem merecer grande análise de tão simples que é, despretensioso e honesto. Só isso.
Mas mete "medo" a quem tenha de ir a Madrid em viagem, ou NY, ou Paris. Ai, em Paris! O que irão pensar deles? Os que viram o filme, o que irão pensar deles? Portugueses? Ah...aquelas pessoas que são porteiras e construtores civis?...Ah sim, portugueses...

 

E depois o argumento de que a emigração já não é assim hoje em dia.

Livre-se o Ruben Alves de algum dia fazer um filme sobre as lavadeiras do rio de 1920! É que caso ele não saiba, hoje em dia já usamos máquina de lavar.

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